Em discussão, o futuro do papel na era da internet
18/08/2006
A dúvida sobre a perenidade do livro como objeto está na agenda de editores e livreiros. A última palestra de seu encontro nacional, marcada para amanhã, será uma mesa-redonda sobre o impacto da era digital sobre o futuro do livro.
O mercado está preparando-se para fazer parte desse novo movimento - e para atuar como protagonista. Essa é a aposta de Eduardo Blücher, da Editora Edgard Blücher, especializada em livros técnico-científicos nas áreas de matemática, física, química, arquitetura, entre outras. "O livro de papel continuará a existir, mas teremos que nos relacionar com o conteúdo de uma forma diferente."
Em outubro, Blücher lançará sua nova empresa, a Etenac, um serviço de venda de conteúdo pela internet. Para isso, ele contratou o grupo de tecnologia belga Bureau van Dijk Electronic Publishing (BvDEP). "Iremos usar a mesma plataforma utilizada pelas Câmaras do Livro da Alemanha e da França", diz, sem revelar o valor investido.
Em um site intitulado 18 Minutos, os consumidores poderão ler as obras por 18 minutos e decidir qual a melhor forma de compra-las - um capítulo, por algumas horas ou por alguns dias. Esse modelo facilitará o acesso dos leitores a muitos títulos, principalmente a obras técnicas-científicas. "Muitas vezes, o leitor precisa de apenas um trecho do livro. A relação de um livro técnico é diferente da relação com um romance, por exemplo", diz. E poderá contribuir para a diminuição da pirataria.
"É algo novo, as empresas querem experimentar antes." O portal 18 Minutos só poderá ser acessado dentro de uma livraria - onde o livro poderá, também, ser comprado. (TB)
Fonte: Valor Online
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Livro é caro e varejo não é treinado para vender
Tainã Bispo
18/08/2006
Eduardo Giannetti da Fonseca, um economista que gosta de ler e escrever livros, disse ontem que preço alto e atendimento deficiente nas livrarias limitam o acesso da população ao mercado editorial. Suas críticas animaram os debates iniciais do 34º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em Fortaleza.
Giannetti da Fonseca, em sua palestra, lembrou que a baixa tiragem do mercado editorial - uma média de 4 mil exemplares por título - encarece o produto. "Além disso, vivemos em uma cultura extremamente audiovisual, que reduz o interesse pelo livro."
"O preço do livro no Brasil é proibitivamente caro", afirmou o economista. E, além do produto estar longe do alcance do consumidor, continuou, o serviço prestados pelas livrarias não é bom. "Vou em livrarias e peço uma determinada obra para o vendedor. Faço esse teste regularmente e, muitas vezes, eu tenho que encontrar o livro por ele", contou. "Vocês estão perdendo muito mercado ao não treiná-los", disse, dirigindo-se diretamente a editores e livreiros presentes na platéia.
Para Giannetti da Fonseca, o livro é um produto sofisticado e, em um país como o Brasil, onde a população lê apenas 1,8 livro por ano, o vendedor precisa ter uma "função quase educativa". Citou o livro de bolso (ou "pocket book"), fabricado com material mais simples e de tamanho menor, como uma opção mais barata. "A experiência do 'pocket' mostra que há demanda por isso (livros)".
Não foram todos que concordaram com o economista. Marcus Vinicius Barili Alves, gerente da editora Senac de São Paulo, disse que o preço do livro em dólar é competitivo. "Mas o preço do livro deve ser relativo à renda da população e há espaço para produtos de menor valor", argumentou Giannetti da Fonseca.
Editoras que vendem livros de bolso comprovam que há demanda. A L&PM Editores começou a trabalhar com esse tipo de publicação em 1997. Atualmente, o livro de bolso representa 85% da sua receita. E a expansão prevista para este ano, segundo o diretor Paulo de Almeida Lima, é de 30%.
Só neste ano, a L&PM publicou 150 títulos novos, com uma tiragem de 4 mil a 5 mil cópias e com preço médio de R$ 12. A idéia, disse Lima, é atrair o consumidor pelo preço. "Estamos em supermercados, bancas de jornal e lojas de conveniência. Queremos que o livro fique perto do leitor."
E a L&PM não está mais sozinha. Há um ano e quatro meses, a Companhia das Letras decidiu investir nesse segmento também. Até agora, foram publicados, no formato de bolso, 32 títulos - de um catálogo de 1,5 mil obras. "Publicamos autores de primeira linha e que tiveram êxito comercial (no formato tradicional)", disse Marcelo Levy, diretor comercial. "Queremos alcançar aquele consumidor que teve o projeto de leitura abortado devido ao preço do produto."
Giannetti da Fonseca expôs, também, um outro lado, animador. A universalização do ensino fundamental - hoje cerca de 97% das crianças brasileiras estão na escola - projeta um futuro com mais leitores. "Mesmo que, por enquanto, a qualidade do ensino seja questionável." Apontou outro movimento: o crescimento das igrejas evangélicas, que reforçam o hábito da leitura em seus fiéis.
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Primavera dos Livros entra para o calendário
oficial de eventos de São Paulo
15/08/2006
Pela primeira vez no calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo, a quarta edição da Primavera dos Livros ocorrerá entre os dias 17 e 20 de agosto, no Centro Cultural São Paulo. A feira é uma iniciativa da Liga Brasileira de Editoras (Libre), entidade que representa pequenas e médias editoras em busca de novos espaços para divulgar seus catálogos. A expectativa é de que 15 mil pessoas visitem a feira nos quatro dias de exposição.
O evento terá 90 expositores, que apresentarão títulos, com desconto que variam de 20% a 40%, para todos os gostos: literatura brasileira e estrangeira, obras técnicas, de referência e literatura infanto-juvenil. A programação, com debates; palestras e oficinas, atenderá a todos os públicos. No sábado, dia 19, e no domingo, dia 20, haverá uma série de atividades que visam estimular a leitura e a criatividade dos leitores iniciantes.
Fonte: Portal da Comunicação
segunda-feira, abril 13, 2009
Humor
As 100 melhores Leis de Murphy
1. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior
maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
2. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
3. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.
7. Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:
a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.
8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.
9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.
11. Em qualquer fórmula, as constantes (especialmente as registradas nos manuais de engenharia) deverão ser consideradas variáveis.
12. As peças que exigem maior manutenção ficarão no local mais inacessível do aparelho.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.
14. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.
15. Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga.
16. A Natureza está sempre à favor da falha.
17. Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
21. A única falta que o juiz de futebol apita com absoluta certeza é aquela em que ele está absolutamente errado.
22. Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde criticá-lo.
23. Nenhum patrão mantém um empregado que está certo o tempo todo.
24. Toda solução cria novos problemas.
25. Quando político fala em corrupção, os verbos são sempre usados no passado.
26. Você nunca vai pegar engarrafamento ou sinal fechado se saiu cedo demais para algum lugar.
27. Os assuntos mais simples são aqueles dos quais você não entende nada.
28. Dois monólogos não fazem um diálogo.
29. Se você é capaz de distinguir entre o bom e o mal conselho, então você não precisa de conselho.
30. Ninguém ficará batendo na sua porta, ou telefonando para você, se não houver trabalho algum a ser feito.
31. O trabalho mais chato é também o que menos paga.
32. Errar é humano. Perdoar não é a política da empresa.
33. Toda a idéia revolucionária provoca três estágios: 1º. é impossível - não perca meu tempo. 2º. é possível, mas não vale o esforço 3º. eu sempre disse que era uma boa idéia.
34. A informação que obriga a uma mudança radical no projeto sempre chega ao projetista depois do trabalho terminado, executado e funcionando maravilhosamente (também conhecida como síndrome do: "Porra! Mas só agora!!!").
35. Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios sabe apenas a média.
36. Inteligência tem limite. Burrice não.
37. Seis fases de um projeto: Entusiasmo; Desilusão; Pânico; Busca dos culpados; Punição dos inocentes; Glória aos não participantes.
38. Conversas sérias, que são necessárias, só acontecem quando você está com pressa.
39. Não se dorme até que os filhos façam cinco anos.
40. Não se dorme depois que eles fazem quinze.
41. O orçamento necessário é sempre o dobro do previsto. O tempo necessário é o triplo.
42. As variáveis variam menos que as constantes.
43. Pais que te amam não te deixam fazer nada. Pais liberais, não estão nem ai para você.
44. Entregas de caminhão que normalmente levam um dia levarão cinco quando você depender da entrega.
45. O único filho que ronca é o que quer dormir com você.
46. Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota.
47. Qualquer programa quando começa a funcionar já está obsoleto.
48. Nenhuma bola vai parar em um vaso que você odeia.
49. Só quando um programa já está sendo usado há seis meses, é que se descobre um erro fundamental.
50. Crianças nunca ficam quietas para tirar fotos, e ficam absolutamente imóveis diante de uma câmera filmadora.
51. Nenhuma criança limpa quer colo.
52. A ferramenta quando cai no chão sempre rola para o canto mais inacessível do aposento. A caminho do canto, a ferramenta acerta primeiro o seu dedão.
53. Guia prático para a ciência moderna: a) Se se mexe, pertence à biologia. b) Se fede, pertence à química. c) Se não funciona, pertence à física. d) Se ninguém entende, é matemática. e) Se não faz sentido, é psicologia.
54. O vírus que seu computador pegou, só ataca os arquivos que não tem cópia.
55. O número de exceções sempre ultrapassa o numero de regras. E há sempre exceções às exceções já estabelecidas.
56. Seja qual for o defeito do seu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.
57. Se ela está te dando mole, é feia. Se é bonita, está acompanhada. Se está sozinha, você está acompanhado.
58. Se o curso que você desejava fazer só tem n vagas, pode ter certeza de que você será o candidato n + 1 a tentar se matricular.
59. Oitenta por cento do exame final que você prestará, será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.
60. Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.
61. A citação mais valiosa para a sua redação será aquela em que você não consegue lembrar o nome do autor.
62. Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays.
63. A maioria dos trabalhos manuais exigem três mãos para serem executados.
64. As porcas que sobraram de um trabalho nunca se encaixam nos parafusos que também sobraram.
65. Quanto mais cuidadosamente você planejar um trabalho, maior será sua confusão mental quando algo der errado.
66. Tudo é possível. Apenas não muito provável.
67. Em qualquer circuito eletrônico, o componente de vida mais curta será instalado no lugar de mais difícil acesso.
68. Qualquer desenho de circuito eletrônico irá conter: uma peça obsoleta, duas impossíveis de encontrar, e três ainda sendo testadas.
69. O dia de hoje foi realmente necessário?
70. A luz no fim do túnel, é o trem vindo na sua direção.
71. A vida é uma droga. E você ainda reencarna.
72. Se está escrito "Tamanho Único", é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
76. A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!
77. A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
78. A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
79. Confiança é aquele sentimento que você tem antes de compreender a situação.
80. A fila do lado sempre anda mais rápido.
81. Nada é tão ruim que não possa piorar.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
84. No ciclismo, não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
87. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
88. Você sabe que é um dia ruim quando: O sol nasce no oeste; você pula da cama e erra o chão; o passarinho cantando lá fora é um urubu; seu bichinho de cerâmica te morde.
89. Por que será que números errados nunca estão ocupados?
90. Mas você nunca vai usar todo esse espaço de Winchester!
91. Se você não está confuso, não está prestando atenção.
92. Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.
93. Tudo que começa bem, termina mal. Tudo que começa mal, termina pior.
94. Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.
95. "Pilhas não incluídas"
96. Você só precisará de um documento quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
97. As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito.
98. Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele.
99. Toda partícula que voa sempre encontra um olho.
100. Um morro nunca desce.
Fonte: Luiz Ferraz Neto, www.humornaciencia.com.br
1. Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior
maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
2. Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos.
3. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.
4. Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
5. Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.
6. Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.
7. Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:
a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.
8. Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.
9. Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
10. Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.
11. Em qualquer fórmula, as constantes (especialmente as registradas nos manuais de engenharia) deverão ser consideradas variáveis.
12. As peças que exigem maior manutenção ficarão no local mais inacessível do aparelho.
13. Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.
14. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.
15. Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga.
16. A Natureza está sempre à favor da falha.
17. Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.
18. Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.
19. Mesmo o objeto mais inanimado tem movimento suficiente para ficar na sua frente e provocar uma canelada.
20. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.
21. A única falta que o juiz de futebol apita com absoluta certeza é aquela em que ele está absolutamente errado.
22. Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde criticá-lo.
23. Nenhum patrão mantém um empregado que está certo o tempo todo.
24. Toda solução cria novos problemas.
25. Quando político fala em corrupção, os verbos são sempre usados no passado.
26. Você nunca vai pegar engarrafamento ou sinal fechado se saiu cedo demais para algum lugar.
27. Os assuntos mais simples são aqueles dos quais você não entende nada.
28. Dois monólogos não fazem um diálogo.
29. Se você é capaz de distinguir entre o bom e o mal conselho, então você não precisa de conselho.
30. Ninguém ficará batendo na sua porta, ou telefonando para você, se não houver trabalho algum a ser feito.
31. O trabalho mais chato é também o que menos paga.
32. Errar é humano. Perdoar não é a política da empresa.
33. Toda a idéia revolucionária provoca três estágios: 1º. é impossível - não perca meu tempo. 2º. é possível, mas não vale o esforço 3º. eu sempre disse que era uma boa idéia.
34. A informação que obriga a uma mudança radical no projeto sempre chega ao projetista depois do trabalho terminado, executado e funcionando maravilhosamente (também conhecida como síndrome do: "Porra! Mas só agora!!!").
35. Um homem com um relógio sabe a hora certa. Um homem com dois relógios sabe apenas a média.
36. Inteligência tem limite. Burrice não.
37. Seis fases de um projeto: Entusiasmo; Desilusão; Pânico; Busca dos culpados; Punição dos inocentes; Glória aos não participantes.
38. Conversas sérias, que são necessárias, só acontecem quando você está com pressa.
39. Não se dorme até que os filhos façam cinco anos.
40. Não se dorme depois que eles fazem quinze.
41. O orçamento necessário é sempre o dobro do previsto. O tempo necessário é o triplo.
42. As variáveis variam menos que as constantes.
43. Pais que te amam não te deixam fazer nada. Pais liberais, não estão nem ai para você.
44. Entregas de caminhão que normalmente levam um dia levarão cinco quando você depender da entrega.
45. O único filho que ronca é o que quer dormir com você.
46. Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota.
47. Qualquer programa quando começa a funcionar já está obsoleto.
48. Nenhuma bola vai parar em um vaso que você odeia.
49. Só quando um programa já está sendo usado há seis meses, é que se descobre um erro fundamental.
50. Crianças nunca ficam quietas para tirar fotos, e ficam absolutamente imóveis diante de uma câmera filmadora.
51. Nenhuma criança limpa quer colo.
52. A ferramenta quando cai no chão sempre rola para o canto mais inacessível do aposento. A caminho do canto, a ferramenta acerta primeiro o seu dedão.
53. Guia prático para a ciência moderna: a) Se se mexe, pertence à biologia. b) Se fede, pertence à química. c) Se não funciona, pertence à física. d) Se ninguém entende, é matemática. e) Se não faz sentido, é psicologia.
54. O vírus que seu computador pegou, só ataca os arquivos que não tem cópia.
55. O número de exceções sempre ultrapassa o numero de regras. E há sempre exceções às exceções já estabelecidas.
56. Seja qual for o defeito do seu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.
57. Se ela está te dando mole, é feia. Se é bonita, está acompanhada. Se está sozinha, você está acompanhado.
58. Se o curso que você desejava fazer só tem n vagas, pode ter certeza de que você será o candidato n + 1 a tentar se matricular.
59. Oitenta por cento do exame final que você prestará, será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.
60. Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.
61. A citação mais valiosa para a sua redação será aquela em que você não consegue lembrar o nome do autor.
62. Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays.
63. A maioria dos trabalhos manuais exigem três mãos para serem executados.
64. As porcas que sobraram de um trabalho nunca se encaixam nos parafusos que também sobraram.
65. Quanto mais cuidadosamente você planejar um trabalho, maior será sua confusão mental quando algo der errado.
66. Tudo é possível. Apenas não muito provável.
67. Em qualquer circuito eletrônico, o componente de vida mais curta será instalado no lugar de mais difícil acesso.
68. Qualquer desenho de circuito eletrônico irá conter: uma peça obsoleta, duas impossíveis de encontrar, e três ainda sendo testadas.
69. O dia de hoje foi realmente necessário?
70. A luz no fim do túnel, é o trem vindo na sua direção.
71. A vida é uma droga. E você ainda reencarna.
72. Se está escrito "Tamanho Único", é porque não serve em ninguém.
73. Se o sapato serve, é feio!
74. Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.
75. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
76. A beleza está à flor da pele, mas a feiúra vai até o osso!
77. A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
78. A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
79. Confiança é aquele sentimento que você tem antes de compreender a situação.
80. A fila do lado sempre anda mais rápido.
81. Nada é tão ruim que não possa piorar.
82. O material é danificado segundo a proporção direta do seu valor.
83. Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
84. No ciclismo, não importa para onde você vai; é sempre morro acima e contra o vento.
85. Por mais tomadas que se tenham em casa, os móveis estão sempre na frente.
86. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda, e o que não sai.
87. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
88. Você sabe que é um dia ruim quando: O sol nasce no oeste; você pula da cama e erra o chão; o passarinho cantando lá fora é um urubu; seu bichinho de cerâmica te morde.
89. Por que será que números errados nunca estão ocupados?
90. Mas você nunca vai usar todo esse espaço de Winchester!
91. Se você não está confuso, não está prestando atenção.
92. Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.
93. Tudo que começa bem, termina mal. Tudo que começa mal, termina pior.
94. Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.
95. "Pilhas não incluídas"
96. Você só precisará de um documento quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
97. As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito.
98. Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele.
99. Toda partícula que voa sempre encontra um olho.
100. Um morro nunca desce.
Fonte: Luiz Ferraz Neto, www.humornaciencia.com.br
Ambiente
ONGs ambientalistas e movimentos sociais se mobilizam contra importação de pneus nesta segunda
AMBIENTE BRASIL
04/09/2006
Representantes do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) e da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (REBRIP), junto com o apoio de várias outras entidades e movimentos sociais como o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estarão nesta segunda-feira 4, a partir de 14h30, em frente ao Congresso Nacional em Brasília, para entregar ao Presidente da República um manifesto contra a destinação de resíduos indesejáveis dos países industrializados no Brasil.
O Brasil corre risco de se tornar a lixeira de pneus usados dos países desenvolvidos caso a OMC reconheça a demanda submetida pela União Européia contra a decisão brasileira de restrição à importação de pneus reformados. Na segunda-feira, dia 4 de setembro, acontecerá em Genebra a segunda audiência entre Brasil e União Européia no Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
Ao mesmo tempo estão em tramitação no Brasil dois Projetos de Lei (PL do Senado N.º 216 de 2003 e Projeto de Lei da Câmara do Deputados N.º 203 de 1991) que permitiriam, caso aprovados, a importação de resíduos, entre eles pneus usados e reformados. Enquanto o Brasil se defende na OMC contra a importação de pneus, o Senador Renan Calheiros determinou que o PLS 216/03 seja encaminhado para a Comissão de Meio Ambiente, em decisão terminativa, pautada para reunião na terça, dia 5 de setembro.
“Este momento é da maior seriedade, pois a aprovação dos projetos colocaria em grande risco o direito do Brasil de impedir a entrada do lixo dos países industrializados. Defendemos medidas para proibir a entrada de pneus usados, assim como a gestão sustentável dos mesmos no país”, diz Temístocles Marcelos, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).
“Somos a favor da reforma dos pneus desde que sejam utilizadas as carcaças já geradas pelo consumidor brasileiro. Aceitar a importação de pneus reformados de outros países seria pagar por um produto que não poderá ser reutilizado, antecipando assim os efeitos nocivos à sociedade e ao meio ambiente de qualquer destinação final dada a este produto” acrescenta Clarisse Castro, da REBRIP.
Por ocasião da primeira audiência que aconteceu entre 5 e 7 de julho na OMC, uma coalizão de ONGs, formada pelo FBOMS, Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), Conectas Direitos Humanos, Greenpeace Brasil e WWF Brasil, divulgaram declaração “Não queremos que o Brasil se torne o lixão da União Européia” que contou com o apoio de mais de 100 redes e entidades do mundo inteiro. A sociedade civil organizada de mais de 30 países pede que a União Européia reveja sua posição e que os árbitros não priorizem questões comerciais às questões ambientais e de saúde pública.
"Este caso será fundamental para que a OMC tome uma posição mais clara sobre a compatibilidade das obrigações comerciais dos Estados membros e suas obrigações de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos. Afinal, o sistema internacional do comércio não pode tentar subsistir isolado do resto do ordenamento jurídico internacional" diz Juana Kweitel, da Conectas Direitos Humanos.
A coalizão de ONGs acredita que dependendo de sua condução, este caso pode significar o enfraquecimento dos acordos ambientais multilaterais tais como a Convenção da Basiléia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito e a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) vis-à-vis as regras da OMC.
“Isto representa um tremendo contraste com a postura pública da UE em comércio e meio ambiente. Ao levar este caso à OMC, a UE está sinalizando ao resto do mundo que sua defesa do meio ambiente na OMC é algo oportunista e secundário em relação aos seus interesses comerciais”, afirma Juliana Malerba, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
A UE aprovou a legislação (Landfill Directive – 1993/31/EC) que proíbe o estoque e o descarte de pneus usados em aterros após julho de 2006, mais de 80 milhões de pneus que eram jogados por ano em aterros carecem agora de nova destinação. Está claro que a UE considera a exportação de pneus reformados uma solução para evitar o descarte e tratamento dentro de suas fronteira.
“A UE deveria dar um exemplo ao mundo em responsabilidade ambiental e de saúde ao lidar com seu próprio passivo. Despachar os pneus para o Brasil ou para qualquer país em desenvolvimento é uma prática de dumping disfarçada de reciclagem. Não há justificativa para a UE contribuir para nossa crise de destinação dos pneus usados”, enfatiza Marcelo Furtado, do Greenpeace Brasil.
(Fonte: Assessoria de Imprensa FBOMS)
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ONGs e entidades acompanham contencioso sobre pneus na OMC
24/08/2006
Organizações não-governamentais e entidades da sociedade civil estão acompanhando o contencioso da OMC - Organização Mundial do Comércio, proposto pelas Comunidades Européias, que discute as restrições do Brasil à importação de pneus reformados. Nesta quinta-feira (24), estiveram reunidas com membros da delegação que representará o Brasil na próxima audiência do painel, no dia 4 de setembro, em Genebra.
Na última audiência, entre 5 e 7 de julho, ongs e entidades promoveram uma manifestação em frente a sede da OMC, na Suíça, em defesa da decisão do governo brasileiro de proibir a importação de pneus reformados. Mais de 120 organizações nacionais e estrangeiras assinaram uma declaração de apoio à decisão do governo brasileiro, cujo título é: "Não queremos que o Brasil se torne o lixão da União Européia !!!".
Entre as entidades que assinaram a declaração estão o Fórum Brasileiro de ONGs, Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, a Rede Brasileira Pela Integração dos Povos, Rede de ONGs da Mata Atlântica, Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, GT Ambiente da Associação dos Geógrafos Brasileiros do Rio de Janeiro, Communities Against Toxics (Reino Unido), Canadian Environmental Law Association (Canadá), Institute for Agriculture and Trade Policy (Estados Unidos) e WWF Europa.
O Conselho Nacional de Saúde, em sua última reunião, também aprovou moção de apoio à decisão do governo brasileiro em relação aos pneus reformados. Na OMC, as Comunidades Européias alegam que o Brasil está adotando uma medida protecionista, de caráter estritamente comercial, ao proibir as importações de pneus reformados. Em sua defesa, o governo brasileiro argumenta que as restrições foram adotadas para proteger o meio ambiente e a saúde pública. (Marluza Mattos/ MMA)
Fonte: Ambiente Brasil
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AMBIENTE BRASIL
04/09/2006
Representantes do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) e da Rede Brasileira pela Integração dos Povos (REBRIP), junto com o apoio de várias outras entidades e movimentos sociais como o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), estarão nesta segunda-feira 4, a partir de 14h30, em frente ao Congresso Nacional em Brasília, para entregar ao Presidente da República um manifesto contra a destinação de resíduos indesejáveis dos países industrializados no Brasil.
O Brasil corre risco de se tornar a lixeira de pneus usados dos países desenvolvidos caso a OMC reconheça a demanda submetida pela União Européia contra a decisão brasileira de restrição à importação de pneus reformados. Na segunda-feira, dia 4 de setembro, acontecerá em Genebra a segunda audiência entre Brasil e União Européia no Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio.
Ao mesmo tempo estão em tramitação no Brasil dois Projetos de Lei (PL do Senado N.º 216 de 2003 e Projeto de Lei da Câmara do Deputados N.º 203 de 1991) que permitiriam, caso aprovados, a importação de resíduos, entre eles pneus usados e reformados. Enquanto o Brasil se defende na OMC contra a importação de pneus, o Senador Renan Calheiros determinou que o PLS 216/03 seja encaminhado para a Comissão de Meio Ambiente, em decisão terminativa, pautada para reunião na terça, dia 5 de setembro.
“Este momento é da maior seriedade, pois a aprovação dos projetos colocaria em grande risco o direito do Brasil de impedir a entrada do lixo dos países industrializados. Defendemos medidas para proibir a entrada de pneus usados, assim como a gestão sustentável dos mesmos no país”, diz Temístocles Marcelos, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).
“Somos a favor da reforma dos pneus desde que sejam utilizadas as carcaças já geradas pelo consumidor brasileiro. Aceitar a importação de pneus reformados de outros países seria pagar por um produto que não poderá ser reutilizado, antecipando assim os efeitos nocivos à sociedade e ao meio ambiente de qualquer destinação final dada a este produto” acrescenta Clarisse Castro, da REBRIP.
Por ocasião da primeira audiência que aconteceu entre 5 e 7 de julho na OMC, uma coalizão de ONGs, formada pelo FBOMS, Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA), Conectas Direitos Humanos, Greenpeace Brasil e WWF Brasil, divulgaram declaração “Não queremos que o Brasil se torne o lixão da União Européia” que contou com o apoio de mais de 100 redes e entidades do mundo inteiro. A sociedade civil organizada de mais de 30 países pede que a União Européia reveja sua posição e que os árbitros não priorizem questões comerciais às questões ambientais e de saúde pública.
"Este caso será fundamental para que a OMC tome uma posição mais clara sobre a compatibilidade das obrigações comerciais dos Estados membros e suas obrigações de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos. Afinal, o sistema internacional do comércio não pode tentar subsistir isolado do resto do ordenamento jurídico internacional" diz Juana Kweitel, da Conectas Direitos Humanos.
A coalizão de ONGs acredita que dependendo de sua condução, este caso pode significar o enfraquecimento dos acordos ambientais multilaterais tais como a Convenção da Basiléia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito e a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) vis-à-vis as regras da OMC.
“Isto representa um tremendo contraste com a postura pública da UE em comércio e meio ambiente. Ao levar este caso à OMC, a UE está sinalizando ao resto do mundo que sua defesa do meio ambiente na OMC é algo oportunista e secundário em relação aos seus interesses comerciais”, afirma Juliana Malerba, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
A UE aprovou a legislação (Landfill Directive – 1993/31/EC) que proíbe o estoque e o descarte de pneus usados em aterros após julho de 2006, mais de 80 milhões de pneus que eram jogados por ano em aterros carecem agora de nova destinação. Está claro que a UE considera a exportação de pneus reformados uma solução para evitar o descarte e tratamento dentro de suas fronteira.
“A UE deveria dar um exemplo ao mundo em responsabilidade ambiental e de saúde ao lidar com seu próprio passivo. Despachar os pneus para o Brasil ou para qualquer país em desenvolvimento é uma prática de dumping disfarçada de reciclagem. Não há justificativa para a UE contribuir para nossa crise de destinação dos pneus usados”, enfatiza Marcelo Furtado, do Greenpeace Brasil.
(Fonte: Assessoria de Imprensa FBOMS)
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ONGs e entidades acompanham contencioso sobre pneus na OMC
24/08/2006
Organizações não-governamentais e entidades da sociedade civil estão acompanhando o contencioso da OMC - Organização Mundial do Comércio, proposto pelas Comunidades Européias, que discute as restrições do Brasil à importação de pneus reformados. Nesta quinta-feira (24), estiveram reunidas com membros da delegação que representará o Brasil na próxima audiência do painel, no dia 4 de setembro, em Genebra.
Na última audiência, entre 5 e 7 de julho, ongs e entidades promoveram uma manifestação em frente a sede da OMC, na Suíça, em defesa da decisão do governo brasileiro de proibir a importação de pneus reformados. Mais de 120 organizações nacionais e estrangeiras assinaram uma declaração de apoio à decisão do governo brasileiro, cujo título é: "Não queremos que o Brasil se torne o lixão da União Européia !!!".
Entre as entidades que assinaram a declaração estão o Fórum Brasileiro de ONGs, Movimentos Sociais para o Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, a Rede Brasileira Pela Integração dos Povos, Rede de ONGs da Mata Atlântica, Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, GT Ambiente da Associação dos Geógrafos Brasileiros do Rio de Janeiro, Communities Against Toxics (Reino Unido), Canadian Environmental Law Association (Canadá), Institute for Agriculture and Trade Policy (Estados Unidos) e WWF Europa.
O Conselho Nacional de Saúde, em sua última reunião, também aprovou moção de apoio à decisão do governo brasileiro em relação aos pneus reformados. Na OMC, as Comunidades Européias alegam que o Brasil está adotando uma medida protecionista, de caráter estritamente comercial, ao proibir as importações de pneus reformados. Em sua defesa, o governo brasileiro argumenta que as restrições foram adotadas para proteger o meio ambiente e a saúde pública. (Marluza Mattos/ MMA)
Fonte: Ambiente Brasil
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Mídia
Na internet, o público é quem faz o anúncio
Publicidade interativa ganha espaço na rede, à espera da TV digital
Marili Ribeiro e Renato Cruz
05/09/2006
Interatividade é a palavra de ordem na publicidade da internet. As agências mapeiam tendências em comunidades virtuais, como o Orkut, e criam blogs para verificar o que quer a audiência. Criam sites de produtos em que os internautas podem intervir no conteúdo. Divulgam filmes por correio eletrônico, que acabam atraindo audiência no site de vídeos YouTube. Anunciantes marcam presença no MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. E não é só isso. Em breve, toda essa experiência será transposta para a TV digital, interativa, com imagem de qualidade.
Há uma revolução de comportamento em curso, em que a interatividade dá o tom. E não é só na publicidade, prevê Eduardo Fischer, presidente da Fischer América, do Grupo Total. O consumidor deixou de ser passivo e está assumindo o papel de produtor de conteúdo, sendo até mesmo convidado, através da internet, a sugerir finais para campanhas publicitárias, completa ele.
GAMES
Buscar ferramentas que facilitem a interação com o público está virando condição necessária para o negócio da comunicação. Foi por isso, segundo Fischer, que o Grupo Total acaba de comprar a BG Interativa, uma empresa especializada em projetos de interatividade.
A BG, por exemplo, desenvolveu para uma companhia automobilística a possibilidade de o consumidor fazer um test-drive online. Tudo a partir dos princípios dos games, conta Fischer. O site, feito para o lançamento do novo Honda Civic, recebeu 200 mil visitantes únicos no primeiro mês. O tempo de permanência, num site interativo, é de 10 a 15 vezes maior, diz Araken Leão, diretor da BG.
Em janeiro deste ano, a BG criou um vídeo com um personagem dos comerciais da Caixa Econômica Federal - Monstro, um boneco de pêlos roxos e dois metros de altura - imitando jogadas do Ronaldinho, mas com um assistente vestido de azul que controlava a bola, para ser apagado depois com efeito de chroma-key. O vídeo foi distribuído por e-mail para cerca de 30 mil pessoas. Quatro ou cinco dias depois, estava no YouTube, sem intervenção da agência, e chegou a ser assistido por 3 milhões de pessoas.
Fenômeno mundial, o YouTube, site em que o internauta pode colocar seus vídeos, tem um crescimento surpreendente no Brasil. A audiência residencial subiu de 57 mil em dezembro de 2005 para 2,654 milhões em julho.
Toda essa experiência será aproveitada na TV interativa, afirma Araken. O governo promete que a televisão aberta digital, com interatividade, chegará a São Paulo em meados do ano que vem. A empresa tem oito pessoas em seu departamento de pesquisas em novas tecnologias, cujo foco principal é a TV interativa. Ela virá em três etapas. Primeiro, o espectador poderá comprar pela televisão. Depois, poderá interagir com os programas. E, em terceiro, poderá participar da edição do programas.
ANIMAÇÕES
O Brasil tem experiências pioneiras em publicidade interativa. No ano passado, a AgênciaClick criou para a Coca-Cola um theme-pack, pacote de itens personalizáveis, para o MSN Messenger, da Microsoft, para ser baixado pela internet. O pacote incluía recursos como fundos de tela, animações e emoticons (carinhas usadas no sistema de comunicação).
Um exemplo prático ainda dos primórdios dessa realidade, que agora começa a ganhar musculatura com o avanço da tecnologia, foi desenvolvido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi para a marca de cerveja Skol há cinco anos. A agência queria incorporar ao seu dia-a-dia uma turma jovem ligada na linguagem da web . E foi dessa turma que partiu a proposta de colocar no ar uma propaganda em capítulos, em que o final seria decidido pelos telespectadores.
Foram inventadas cinco alternativas que, no total da votação feita no site da empresa, receberam 300 mil votos. Chamado Paquera, o anúncio exibia uma moça na praia que convidava, através de mímica, um rapaz numa ilha próxima para beber com ela. A maioria decidiu colocar no ar a situação de indecisão do rapaz, que não conseguia entender o convite da moça.
Se há alguns anos propostas como a da F/Nazca eram casos isolados, agora devem se tornar corriqueiras e cada vez mais incorporar recursos técnicos e participação do público externa. Direito autoral e ficha técnica de filme publicitário, tão reverenciadas no meio publicitário, vão cair em desuso, brinca Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência.
CAMPANHA
O reconhecimento de que esse caminho é uma tendência que se confirmou com a premiação da campanha do carro inglês Mini Cooper no Festival Internacional de Cannes. Em 2005, a agência Crispin Porter + Bogusky criou uma campanha que acabou vitoriosa na categoria Titanium Lions. A campanha se baseou na participação dos consumidores apaixonados pelo veículo. Esses fãs foram chamados a integrar uma comunidade na internet que defendia o Mini de possíveis falsificações. Tudo inventado com uma boa dose de humor. A campanha foi sucesso de público. Várias situações engraçadas surgiram em que, pelas leitura dos fãs, outros carros tentavam se transfigurar em Mini.
Fonte: Estado de S. Paulo
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Estudo da Associação Mundial de Jornais mostra que circulação e receita crescem, mas participação nas verbas de publicidade diminuem
Eliane Pereira
30/08 - 14:07
Os jornais impressos não estão mortos: estão bem vivos e "esperneando". A garantia é do CEO da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês), Timothy Balding, que abriu na manhã desta quarta-feira, 30, o ciclo de palestras do 6º Congresso Brasileiro de Jornais, em São Paulo.
Balding rebateu com números e estatísticas a matéria de capa do último número da revista The Economist, na qual se afirma que 2005 foi um ano ruim para os jornais, que estariam perdendo circulação e receitas publicitárias. O levantamento da WAN feito em todos os 216 países onde se publica algum jornal mostra que a circulação, na verdade, está crescendo: a dos diários pagos aumentou 6% nos últimos 5 anos. Se for computada também a circulação dos jornais gratuitos, esse percentual sobe para 7,8%. No Brasil, porém, apesar de em 2005 a circulação ter crescido 4,09%, no acumulado dos últimos cinco anos as vendas de jornais recuaram 11,4%.
Já as receitas publicitárias cresceram 11,7% nos últimos cinco anos (em termos globais), sendo que só em 2005 o crescimento foi da ordem de 5,7%. Mesmo com esse bom resultado, a fatia dos jornais no total das verbas investidas em mídia vem caindo - de 32% em 2001 para 30% em 2005, segundo a Zenith Optmedia. Já o consumo de jornais online está em franca expansão, com crescimento de mais de 200% no período de 2001 e 2005.
A previsão da Pricewaterhouse Coopers é de que a publicidade na internet, na região da América Latina, vá saltar de R$ 181 milhões em 2005 para R$ 512 milhões em 2010. Outro estudo, este da própria WAN (feito com 72 jornais de 45 países), mostra que a receita dos jornais com classificados online cresceu 52,4%, enquanto na versão impressa o crescimento da receita publicitária de classificados foi de apenas 5,3%.
Balding ainda destaca o fenômeno dos jornais gratuitos, que hoje respondem por 6% da circulação total de diários no mundo. Já são mais de 200 títulos e 30 milhões de cópias diárias. "É preciso ficar atento para que os novos produtos não 'canibalizem' a publicação principal", lembra Eduardo Tessler, diretor para o Brasil da empresa de consultoria Innovation Media Consulting.
Fonte: M&M Online
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Como no Brasil, diários de várias partes do mundo começam a adotar formatos diferenciados de publicidade
Eliane Pereira
31/08 - 20:20
A publicidade em jornais pode ser tão importante quanto a parte editorial, e em muitas ocasiões e lugares, as pessoas compram o jornal mais pelos anúncios - principalmente de empregos, imóveis, veículos - do que pelas matérias. Os anunciantes, que pelo mundo afora são obcecados pela televisão, deveriam olhar com mais cuidado as oportunidades oferecidas pelo meio impresso. As opinião são de Eamonn Byrne, diretor de negócios da Associação Mundial de Jornais (Wan, na sigla em inglês) e sócio da consultoria de mídia Byrne Partnership.
Falando na manhã desta quinta-feira, 31, durante o 6º Congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), realizado em São Paulo, Byrne alertou que é dever dos executivos de jornais achar uma forma de deixar claras as vantagens que o meio pode oferecer aos anunciantes e suas marcas, especialmente numa época de grande fragmentação da mídia e da audiência. "Os jornais continuam a entregar audiência de massa", argumenta Byrne, ao lembrar que marcas que usam uma combinação de mídias - jornal e TV, por exemplo - chegam a ter queda de até 50% no custo por mil.
O consultor também destacou a importância dos formatos criativos de publicidade em jornal e elogiou a criatividade da publicidade brasileira neste quesito. Segundo Byrne, muitos editores acreditam, inclusive, que novos formatos de publicidade melhoram o índice de leitura do jornal como um todo. No entanto, ele avisa, é preciso tomar certos cuidados. Como exemplo, diz que anúncios em cores provocam três vezes mais recordação que os publicados em preto e branco, mas se o número de cores for muito grande isso pode prejudicar a compreensão.
Fonte: M&M Online
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A reinvenção dos jornais na era da internet
The Economist
29/08/2006
O primeiro objeto a "receber" os visitantes na sede do jornal norueguês "Schibsted", em Oslo, é sua imprensa manual original de 1856, agora tão limpa e polida que mais parece escultura do que máquina. Christian Schibsted, fundador da empresa, comprou-a para imprimir um jornal para terceiros, mas quando perdeu o contrato, decidiu iniciar o seu próprio. Embora Schibsted reserve lugar de honra para seu antigo maquinário, na verdade, a empresa está fugindo de seu passado impresso rapidamente. O negócio na internet, depois de ter dado prejuízo cinco anos atrás, contribuiu para 35% do lucro operacional da empresa.
A notícia do sucesso de Schibsted na internet espalhou-se no setor de jornais. A cada ano, diz Sverre Munck, o vice-presidente executivo das operações internacionais, Schibsted precisa recusar a visita de delegações de chefes de jornais estrangeiros ávidos por descobrir como os noruegueses fizeram. A empresa usou suas marcas de jornais já estabelecidas para criar sites que agora são o primeiro e o segundo mais visitados na Escandinávia. Também criou novas empresas de internet, como a Sesam, uma ferramenta de busca que concorre com o Google, e o FINN.no, um portal de anúncios classificados. Como resultado, em 2005, a empresa teve seu melhor ano de lucro e receita na história.
Infelizmente para o setor jornalístico, a Schibsted é uma rara exceção. Para a maioria das empresas de jornais do mundo desenvolvido, 2005 foi um ano miserável. À medida que as pessoas recorrem à internet para buscar notícias e que os jovens dão as costas aos jornais, a circulação paga vem caindo ano após ano. Os jornais também perdem participação nos gastos com publicidade. Os anúncios classificados avançam em direção à internet. Jim Chisholm, da iMedia, uma consultoria que trabalha com a associação internacional de jornais Ifra, prevê que 25% dos anúncios classificados migrarão para mídias digitais nos próximos dez anos. No geral, segundo a iMedia, os jornais obtiveram 36% do total dos anúncios globais em 1995 e 30% em 2005. Até 2015, poderão perder mais 5 pontos porcentuais, de acordo com a consultoria.
Mesmo o mais otimista dos donos de jornal agora sabe que somente poderá sobreviver no longo prazo se, como Schibsted, puder reinventar-se na internet e em outras plataformas de mídia, como telefones celulares e aparelhos eletrônicos portáteis. A maioria mostrou-se lenta - ou, nas palavras de Rubert Murdoch em discurso no ano passado, "notavelmente inexplicavelmente complacente" - para compreender as mudanças que afetam o mercado. Agora, essa maioria concentra grandes esforços para recuperar o terreno perdido. A publicidade na internet cresce rapidamente para muitas empresas de jornais e começa a compensar parte do declínio na área impressa.
Talvez, a complacência dos jornais não seja tão notável como sugerido por Murdoch. Em muitos países desenvolvidos seus donos gozaram por décadas de quase monopólios, grandes margens de lucro e retornos sobre o capital acima da média de outros setores. No passado, as editoras jornalísticas viam pouca necessidade para inovar ou mudar e gastavam pouco ou quase nada em pesquisa e desenvolvimento.
No começo, do fim dos anos 90 até 2002 aproximadamente, as empresas de jornais simplesmente replicavam suas edições impressas na internet. A rede mundial, no entanto, oferece tantas fontes de informação e entretenimento, que os leitores podem escolher exatamente o que querem de diferentes sites. Como resultado, as pessoas costumavam visitar os sites dos jornais com pouca freqüência, davam uma olhada em algumas poucas páginas e então partiam para algum outro site.
Após cinco anos de prejuízo, a operação on-line do jornal norueguês Schibsted contribuiu com 35% do lucro operacional
Outro erro inicial dos jornais foi poupar seus melhores jornalistas para a parte impressa. A qualidade das edições on-line, portanto, freqüentemente era baixa. Os sites contrataram pessoal jovem e mais barato. O prestígio da marca ficou com o meio antigo, que encorajou os jornalistas de meios impressos a defender seu terreno. Ainda hoje, no jornal italiano "La Stampa", controlado pelo Fiat Group, os jornalistas do meio impresso hesitam em dar suas histórias temendo que o site canibalize o jornal, segundo a diretora do site do periódico Anna Masera.
Nos últimos dois anos, entretanto, os jornais começaram a pensar mais seriamente sobre o que fazer na internet. No aspecto mais básico, isso significou noticiar fatos usando câmeras e microfones, da mesma forma que o jornal impresso. Os resultados podem ser considerados encorajadores. A Academia de Ciências e Artes da Televisão, dos Estados Unidos, lançou um novo prêmio Emmy para notícias e documentários na internet, telefones celulares ou dispositivos portáteis de mídia, que permitem assistir filmes, ver programas de TV e ouvir música. Em setembro, cinco das sete indicações foram para reportagens do nytimes.com e washingtonpost.com
Por outro lado, também significou mais criatividade. No final dos anos 90, os primeiros do site do "The Wall Street Journal", um dos jornalistas surgiu com a original idéia de colocar na internet um documento de 573 páginas para respaldar um artigo.
"Não era um conteúdo dos mais atraentes", lembra-se Neil Budde, editor fundador e agora gerente-geral de notícias do portal Yahoo!. Mas, eram os primeiros passos. Agora, os jornais têm mais idéia do que funciona ou não na internet. Não se trata sempre do jornalismo tradicional, como ensinado na faculdade de jornalismo.
Brian Tierney, que se tornou dono do "The Philadelphia Inquirer", depois de a editora Knight Ridder tê-lo vendido no ano passado, deu-se conta que um dos materiais mais acessados era um vídeo em que balas Mentos são jogadas dentro de uma garrafa de Diet Coke de dois litros e o líquido sai expelido pelo ar. "Deveríamos fazer mais coisas no estilo", observou.
Atualmente, há mais chances de que os sites dos jornais sejam vistos como prioridade. "Antes, os jornais usavam seus jornalistas de segunda ou terceira categoria para a internet", diz Edward Roussel, diretor editorial on-line do Telegraph Group, da Grã-Bretanha, "mas, agora, sabemos que temos que usar o que temos de melhor". Muitas empresas colocam os jornalistas da parte impressa e da parte virtual na mesma sala, de forma que escrevam nos dois meios. Alguns insistem em dizer que isso é um erro.
"Está completamente errado não separar as operações na internet das impressas", diz Oscar Bronner, publisher do jornal austríaco "Der Standard".
Até que ponto os resultados dessas experiências na rede são notáveis? Em muitas empresas de jornais, a publicidade na internet cresce pelo menos 30% ao ano. No jornal italiano "La Repubblica", por exemplo, o site recebe cerca de 1 milhão de visitantes por dia, quase o dobro da circulação impressa. Os anúncios nos sites de jornais dos Estados Unidos no primeiro trimestre do ano cresceram 35% em comparação ao mesmo período de 2005, somando US$ 613 milhões, segundo dados da Associação de Jornais dos Estados Unidos. Para dar uma idéia geral, no total os anúncios impressos e on-line cresceram apenas 1,8%, para US$ 11 bilhões, com a parte impressa ficando praticamente estagnada.
Fonte: Valor Online
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Publicidade interativa ganha espaço na rede, à espera da TV digital
Marili Ribeiro e Renato Cruz
05/09/2006
Interatividade é a palavra de ordem na publicidade da internet. As agências mapeiam tendências em comunidades virtuais, como o Orkut, e criam blogs para verificar o que quer a audiência. Criam sites de produtos em que os internautas podem intervir no conteúdo. Divulgam filmes por correio eletrônico, que acabam atraindo audiência no site de vídeos YouTube. Anunciantes marcam presença no MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. E não é só isso. Em breve, toda essa experiência será transposta para a TV digital, interativa, com imagem de qualidade.
Há uma revolução de comportamento em curso, em que a interatividade dá o tom. E não é só na publicidade, prevê Eduardo Fischer, presidente da Fischer América, do Grupo Total. O consumidor deixou de ser passivo e está assumindo o papel de produtor de conteúdo, sendo até mesmo convidado, através da internet, a sugerir finais para campanhas publicitárias, completa ele.
GAMES
Buscar ferramentas que facilitem a interação com o público está virando condição necessária para o negócio da comunicação. Foi por isso, segundo Fischer, que o Grupo Total acaba de comprar a BG Interativa, uma empresa especializada em projetos de interatividade.
A BG, por exemplo, desenvolveu para uma companhia automobilística a possibilidade de o consumidor fazer um test-drive online. Tudo a partir dos princípios dos games, conta Fischer. O site, feito para o lançamento do novo Honda Civic, recebeu 200 mil visitantes únicos no primeiro mês. O tempo de permanência, num site interativo, é de 10 a 15 vezes maior, diz Araken Leão, diretor da BG.
Em janeiro deste ano, a BG criou um vídeo com um personagem dos comerciais da Caixa Econômica Federal - Monstro, um boneco de pêlos roxos e dois metros de altura - imitando jogadas do Ronaldinho, mas com um assistente vestido de azul que controlava a bola, para ser apagado depois com efeito de chroma-key. O vídeo foi distribuído por e-mail para cerca de 30 mil pessoas. Quatro ou cinco dias depois, estava no YouTube, sem intervenção da agência, e chegou a ser assistido por 3 milhões de pessoas.
Fenômeno mundial, o YouTube, site em que o internauta pode colocar seus vídeos, tem um crescimento surpreendente no Brasil. A audiência residencial subiu de 57 mil em dezembro de 2005 para 2,654 milhões em julho.
Toda essa experiência será aproveitada na TV interativa, afirma Araken. O governo promete que a televisão aberta digital, com interatividade, chegará a São Paulo em meados do ano que vem. A empresa tem oito pessoas em seu departamento de pesquisas em novas tecnologias, cujo foco principal é a TV interativa. Ela virá em três etapas. Primeiro, o espectador poderá comprar pela televisão. Depois, poderá interagir com os programas. E, em terceiro, poderá participar da edição do programas.
ANIMAÇÕES
O Brasil tem experiências pioneiras em publicidade interativa. No ano passado, a AgênciaClick criou para a Coca-Cola um theme-pack, pacote de itens personalizáveis, para o MSN Messenger, da Microsoft, para ser baixado pela internet. O pacote incluía recursos como fundos de tela, animações e emoticons (carinhas usadas no sistema de comunicação).
Um exemplo prático ainda dos primórdios dessa realidade, que agora começa a ganhar musculatura com o avanço da tecnologia, foi desenvolvido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi para a marca de cerveja Skol há cinco anos. A agência queria incorporar ao seu dia-a-dia uma turma jovem ligada na linguagem da web . E foi dessa turma que partiu a proposta de colocar no ar uma propaganda em capítulos, em que o final seria decidido pelos telespectadores.
Foram inventadas cinco alternativas que, no total da votação feita no site da empresa, receberam 300 mil votos. Chamado Paquera, o anúncio exibia uma moça na praia que convidava, através de mímica, um rapaz numa ilha próxima para beber com ela. A maioria decidiu colocar no ar a situação de indecisão do rapaz, que não conseguia entender o convite da moça.
Se há alguns anos propostas como a da F/Nazca eram casos isolados, agora devem se tornar corriqueiras e cada vez mais incorporar recursos técnicos e participação do público externa. Direito autoral e ficha técnica de filme publicitário, tão reverenciadas no meio publicitário, vão cair em desuso, brinca Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência.
CAMPANHA
O reconhecimento de que esse caminho é uma tendência que se confirmou com a premiação da campanha do carro inglês Mini Cooper no Festival Internacional de Cannes. Em 2005, a agência Crispin Porter + Bogusky criou uma campanha que acabou vitoriosa na categoria Titanium Lions. A campanha se baseou na participação dos consumidores apaixonados pelo veículo. Esses fãs foram chamados a integrar uma comunidade na internet que defendia o Mini de possíveis falsificações. Tudo inventado com uma boa dose de humor. A campanha foi sucesso de público. Várias situações engraçadas surgiram em que, pelas leitura dos fãs, outros carros tentavam se transfigurar em Mini.
Fonte: Estado de S. Paulo
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Estudo da Associação Mundial de Jornais mostra que circulação e receita crescem, mas participação nas verbas de publicidade diminuem
Eliane Pereira
30/08 - 14:07
Os jornais impressos não estão mortos: estão bem vivos e "esperneando". A garantia é do CEO da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês), Timothy Balding, que abriu na manhã desta quarta-feira, 30, o ciclo de palestras do 6º Congresso Brasileiro de Jornais, em São Paulo.
Balding rebateu com números e estatísticas a matéria de capa do último número da revista The Economist, na qual se afirma que 2005 foi um ano ruim para os jornais, que estariam perdendo circulação e receitas publicitárias. O levantamento da WAN feito em todos os 216 países onde se publica algum jornal mostra que a circulação, na verdade, está crescendo: a dos diários pagos aumentou 6% nos últimos 5 anos. Se for computada também a circulação dos jornais gratuitos, esse percentual sobe para 7,8%. No Brasil, porém, apesar de em 2005 a circulação ter crescido 4,09%, no acumulado dos últimos cinco anos as vendas de jornais recuaram 11,4%.
Já as receitas publicitárias cresceram 11,7% nos últimos cinco anos (em termos globais), sendo que só em 2005 o crescimento foi da ordem de 5,7%. Mesmo com esse bom resultado, a fatia dos jornais no total das verbas investidas em mídia vem caindo - de 32% em 2001 para 30% em 2005, segundo a Zenith Optmedia. Já o consumo de jornais online está em franca expansão, com crescimento de mais de 200% no período de 2001 e 2005.
A previsão da Pricewaterhouse Coopers é de que a publicidade na internet, na região da América Latina, vá saltar de R$ 181 milhões em 2005 para R$ 512 milhões em 2010. Outro estudo, este da própria WAN (feito com 72 jornais de 45 países), mostra que a receita dos jornais com classificados online cresceu 52,4%, enquanto na versão impressa o crescimento da receita publicitária de classificados foi de apenas 5,3%.
Balding ainda destaca o fenômeno dos jornais gratuitos, que hoje respondem por 6% da circulação total de diários no mundo. Já são mais de 200 títulos e 30 milhões de cópias diárias. "É preciso ficar atento para que os novos produtos não 'canibalizem' a publicação principal", lembra Eduardo Tessler, diretor para o Brasil da empresa de consultoria Innovation Media Consulting.
Fonte: M&M Online
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Como no Brasil, diários de várias partes do mundo começam a adotar formatos diferenciados de publicidade
Eliane Pereira
31/08 - 20:20
A publicidade em jornais pode ser tão importante quanto a parte editorial, e em muitas ocasiões e lugares, as pessoas compram o jornal mais pelos anúncios - principalmente de empregos, imóveis, veículos - do que pelas matérias. Os anunciantes, que pelo mundo afora são obcecados pela televisão, deveriam olhar com mais cuidado as oportunidades oferecidas pelo meio impresso. As opinião são de Eamonn Byrne, diretor de negócios da Associação Mundial de Jornais (Wan, na sigla em inglês) e sócio da consultoria de mídia Byrne Partnership.
Falando na manhã desta quinta-feira, 31, durante o 6º Congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), realizado em São Paulo, Byrne alertou que é dever dos executivos de jornais achar uma forma de deixar claras as vantagens que o meio pode oferecer aos anunciantes e suas marcas, especialmente numa época de grande fragmentação da mídia e da audiência. "Os jornais continuam a entregar audiência de massa", argumenta Byrne, ao lembrar que marcas que usam uma combinação de mídias - jornal e TV, por exemplo - chegam a ter queda de até 50% no custo por mil.
O consultor também destacou a importância dos formatos criativos de publicidade em jornal e elogiou a criatividade da publicidade brasileira neste quesito. Segundo Byrne, muitos editores acreditam, inclusive, que novos formatos de publicidade melhoram o índice de leitura do jornal como um todo. No entanto, ele avisa, é preciso tomar certos cuidados. Como exemplo, diz que anúncios em cores provocam três vezes mais recordação que os publicados em preto e branco, mas se o número de cores for muito grande isso pode prejudicar a compreensão.
Fonte: M&M Online
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A reinvenção dos jornais na era da internet
The Economist
29/08/2006
O primeiro objeto a "receber" os visitantes na sede do jornal norueguês "Schibsted", em Oslo, é sua imprensa manual original de 1856, agora tão limpa e polida que mais parece escultura do que máquina. Christian Schibsted, fundador da empresa, comprou-a para imprimir um jornal para terceiros, mas quando perdeu o contrato, decidiu iniciar o seu próprio. Embora Schibsted reserve lugar de honra para seu antigo maquinário, na verdade, a empresa está fugindo de seu passado impresso rapidamente. O negócio na internet, depois de ter dado prejuízo cinco anos atrás, contribuiu para 35% do lucro operacional da empresa.
A notícia do sucesso de Schibsted na internet espalhou-se no setor de jornais. A cada ano, diz Sverre Munck, o vice-presidente executivo das operações internacionais, Schibsted precisa recusar a visita de delegações de chefes de jornais estrangeiros ávidos por descobrir como os noruegueses fizeram. A empresa usou suas marcas de jornais já estabelecidas para criar sites que agora são o primeiro e o segundo mais visitados na Escandinávia. Também criou novas empresas de internet, como a Sesam, uma ferramenta de busca que concorre com o Google, e o FINN.no, um portal de anúncios classificados. Como resultado, em 2005, a empresa teve seu melhor ano de lucro e receita na história.
Infelizmente para o setor jornalístico, a Schibsted é uma rara exceção. Para a maioria das empresas de jornais do mundo desenvolvido, 2005 foi um ano miserável. À medida que as pessoas recorrem à internet para buscar notícias e que os jovens dão as costas aos jornais, a circulação paga vem caindo ano após ano. Os jornais também perdem participação nos gastos com publicidade. Os anúncios classificados avançam em direção à internet. Jim Chisholm, da iMedia, uma consultoria que trabalha com a associação internacional de jornais Ifra, prevê que 25% dos anúncios classificados migrarão para mídias digitais nos próximos dez anos. No geral, segundo a iMedia, os jornais obtiveram 36% do total dos anúncios globais em 1995 e 30% em 2005. Até 2015, poderão perder mais 5 pontos porcentuais, de acordo com a consultoria.
Mesmo o mais otimista dos donos de jornal agora sabe que somente poderá sobreviver no longo prazo se, como Schibsted, puder reinventar-se na internet e em outras plataformas de mídia, como telefones celulares e aparelhos eletrônicos portáteis. A maioria mostrou-se lenta - ou, nas palavras de Rubert Murdoch em discurso no ano passado, "notavelmente inexplicavelmente complacente" - para compreender as mudanças que afetam o mercado. Agora, essa maioria concentra grandes esforços para recuperar o terreno perdido. A publicidade na internet cresce rapidamente para muitas empresas de jornais e começa a compensar parte do declínio na área impressa.
Talvez, a complacência dos jornais não seja tão notável como sugerido por Murdoch. Em muitos países desenvolvidos seus donos gozaram por décadas de quase monopólios, grandes margens de lucro e retornos sobre o capital acima da média de outros setores. No passado, as editoras jornalísticas viam pouca necessidade para inovar ou mudar e gastavam pouco ou quase nada em pesquisa e desenvolvimento.
No começo, do fim dos anos 90 até 2002 aproximadamente, as empresas de jornais simplesmente replicavam suas edições impressas na internet. A rede mundial, no entanto, oferece tantas fontes de informação e entretenimento, que os leitores podem escolher exatamente o que querem de diferentes sites. Como resultado, as pessoas costumavam visitar os sites dos jornais com pouca freqüência, davam uma olhada em algumas poucas páginas e então partiam para algum outro site.
Após cinco anos de prejuízo, a operação on-line do jornal norueguês Schibsted contribuiu com 35% do lucro operacional
Outro erro inicial dos jornais foi poupar seus melhores jornalistas para a parte impressa. A qualidade das edições on-line, portanto, freqüentemente era baixa. Os sites contrataram pessoal jovem e mais barato. O prestígio da marca ficou com o meio antigo, que encorajou os jornalistas de meios impressos a defender seu terreno. Ainda hoje, no jornal italiano "La Stampa", controlado pelo Fiat Group, os jornalistas do meio impresso hesitam em dar suas histórias temendo que o site canibalize o jornal, segundo a diretora do site do periódico Anna Masera.
Nos últimos dois anos, entretanto, os jornais começaram a pensar mais seriamente sobre o que fazer na internet. No aspecto mais básico, isso significou noticiar fatos usando câmeras e microfones, da mesma forma que o jornal impresso. Os resultados podem ser considerados encorajadores. A Academia de Ciências e Artes da Televisão, dos Estados Unidos, lançou um novo prêmio Emmy para notícias e documentários na internet, telefones celulares ou dispositivos portáteis de mídia, que permitem assistir filmes, ver programas de TV e ouvir música. Em setembro, cinco das sete indicações foram para reportagens do nytimes.com e washingtonpost.com
Por outro lado, também significou mais criatividade. No final dos anos 90, os primeiros do site do "The Wall Street Journal", um dos jornalistas surgiu com a original idéia de colocar na internet um documento de 573 páginas para respaldar um artigo.
"Não era um conteúdo dos mais atraentes", lembra-se Neil Budde, editor fundador e agora gerente-geral de notícias do portal Yahoo!. Mas, eram os primeiros passos. Agora, os jornais têm mais idéia do que funciona ou não na internet. Não se trata sempre do jornalismo tradicional, como ensinado na faculdade de jornalismo.
Brian Tierney, que se tornou dono do "The Philadelphia Inquirer", depois de a editora Knight Ridder tê-lo vendido no ano passado, deu-se conta que um dos materiais mais acessados era um vídeo em que balas Mentos são jogadas dentro de uma garrafa de Diet Coke de dois litros e o líquido sai expelido pelo ar. "Deveríamos fazer mais coisas no estilo", observou.
Atualmente, há mais chances de que os sites dos jornais sejam vistos como prioridade. "Antes, os jornais usavam seus jornalistas de segunda ou terceira categoria para a internet", diz Edward Roussel, diretor editorial on-line do Telegraph Group, da Grã-Bretanha, "mas, agora, sabemos que temos que usar o que temos de melhor". Muitas empresas colocam os jornalistas da parte impressa e da parte virtual na mesma sala, de forma que escrevam nos dois meios. Alguns insistem em dizer que isso é um erro.
"Está completamente errado não separar as operações na internet das impressas", diz Oscar Bronner, publisher do jornal austríaco "Der Standard".
Até que ponto os resultados dessas experiências na rede são notáveis? Em muitas empresas de jornais, a publicidade na internet cresce pelo menos 30% ao ano. No jornal italiano "La Repubblica", por exemplo, o site recebe cerca de 1 milhão de visitantes por dia, quase o dobro da circulação impressa. Os anúncios nos sites de jornais dos Estados Unidos no primeiro trimestre do ano cresceram 35% em comparação ao mesmo período de 2005, somando US$ 613 milhões, segundo dados da Associação de Jornais dos Estados Unidos. Para dar uma idéia geral, no total os anúncios impressos e on-line cresceram apenas 1,8%, para US$ 11 bilhões, com a parte impressa ficando praticamente estagnada.
Fonte: Valor Online
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Bebidas
Campari lança Aperol no Brasil
Bebida com teor alcoólico de 11% irá disputar mercado de aperitivos, estimado em cerca de 80 milhões de litros por ano
Fernando Murad
29/08 - 15:39
A Campari lança oficialmente no Brasil nesta terça-feira, 29, o aperitivo com sabor de laranja Aperol, considerado de baixo teor alcoólico - 11%. A bebida está inserida no segmento de aperitivos, que movimenta US$ 535 milhões por ano no Brasil, de acordo com a Nielsen. O grupo já atua nesse mercado com as marcas Campari, Cinzano, Cynar e Jägermeister.
A campanha de divulgação, a cargo da DPZ, agência da Campari do Brasil, está prevista para ser deflagrada em outubro. O foco inicial da ação será São Paulo e deverá consumir uma verba de R$ 1,5 milhão até setembro do próximo ano. A expectativa da empresa é a de comercializar 30 mil caixas do produto no primeiro ano.
Fonte: M&M Online
Bebida com teor alcoólico de 11% irá disputar mercado de aperitivos, estimado em cerca de 80 milhões de litros por ano
Fernando Murad
29/08 - 15:39
A Campari lança oficialmente no Brasil nesta terça-feira, 29, o aperitivo com sabor de laranja Aperol, considerado de baixo teor alcoólico - 11%. A bebida está inserida no segmento de aperitivos, que movimenta US$ 535 milhões por ano no Brasil, de acordo com a Nielsen. O grupo já atua nesse mercado com as marcas Campari, Cinzano, Cynar e Jägermeister.
A campanha de divulgação, a cargo da DPZ, agência da Campari do Brasil, está prevista para ser deflagrada em outubro. O foco inicial da ação será São Paulo e deverá consumir uma verba de R$ 1,5 milhão até setembro do próximo ano. A expectativa da empresa é a de comercializar 30 mil caixas do produto no primeiro ano.
Fonte: M&M Online
Web
Na internet, o público é quem faz o anúncio
Publicidade interativa ganha espaço na rede, à espera da TV digital
Marili Ribeiro e Renato Cruz
05/09/2006
Interatividade é a palavra de ordem na publicidade da internet. As agências mapeiam tendências em comunidades virtuais, como o Orkut, e criam blogs para verificar o que quer a audiência. Criam sites de produtos em que os internautas podem intervir no conteúdo. Divulgam filmes por correio eletrônico, que acabam atraindo audiência no site de vídeos YouTube. Anunciantes marcam presença no MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. E não é só isso. Em breve, toda essa experiência será transposta para a TV digital, interativa, com imagem de qualidade.
Há uma revolução de comportamento em curso, em que a interatividade dá o tom. E não é só na publicidade, prevê Eduardo Fischer, presidente da Fischer América, do Grupo Total. O consumidor deixou de ser passivo e está assumindo o papel de produtor de conteúdo, sendo até mesmo convidado, através da internet, a sugerir finais para campanhas publicitárias, completa ele.
GAMES
Buscar ferramentas que facilitem a interação com o público está virando condição necessária para o negócio da comunicação. Foi por isso, segundo Fischer, que o Grupo Total acaba de comprar a BG Interativa, uma empresa especializada em projetos de interatividade.
A BG, por exemplo, desenvolveu para uma companhia automobilística a possibilidade de o consumidor fazer um test-drive online. Tudo a partir dos princípios dos games, conta Fischer. O site, feito para o lançamento do novo Honda Civic, recebeu 200 mil visitantes únicos no primeiro mês. O tempo de permanência, num site interativo, é de 10 a 15 vezes maior, diz Araken Leão, diretor da BG.
Em janeiro deste ano, a BG criou um vídeo com um personagem dos comerciais da Caixa Econômica Federal - Monstro, um boneco de pêlos roxos e dois metros de altura - imitando jogadas do Ronaldinho, mas com um assistente vestido de azul que controlava a bola, para ser apagado depois com efeito de chroma-key. O vídeo foi distribuído por e-mail para cerca de 30 mil pessoas. Quatro ou cinco dias depois, estava no YouTube, sem intervenção da agência, e chegou a ser assistido por 3 milhões de pessoas.
Fenômeno mundial, o YouTube, site em que o internauta pode colocar seus vídeos, tem um crescimento surpreendente no Brasil. A audiência residencial subiu de 57 mil em dezembro de 2005 para 2,654 milhões em julho.
Toda essa experiência será aproveitada na TV interativa, afirma Araken. O governo promete que a televisão aberta digital, com interatividade, chegará a São Paulo em meados do ano que vem. A empresa tem oito pessoas em seu departamento de pesquisas em novas tecnologias, cujo foco principal é a TV interativa. Ela virá em três etapas. Primeiro, o espectador poderá comprar pela televisão. Depois, poderá interagir com os programas. E, em terceiro, poderá participar da edição do programas.
ANIMAÇÕES
O Brasil tem experiências pioneiras em publicidade interativa. No ano passado, a AgênciaClick criou para a Coca-Cola um theme-pack, pacote de itens personalizáveis, para o MSN Messenger, da Microsoft, para ser baixado pela internet. O pacote incluía recursos como fundos de tela, animações e emoticons (carinhas usadas no sistema de comunicação).
Um exemplo prático ainda dos primórdios dessa realidade, que agora começa a ganhar musculatura com o avanço da tecnologia, foi desenvolvido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi para a marca de cerveja Skol há cinco anos. A agência queria incorporar ao seu dia-a-dia uma turma jovem ligada na linguagem da web . E foi dessa turma que partiu a proposta de colocar no ar uma propaganda em capítulos, em que o final seria decidido pelos telespectadores.
Foram inventadas cinco alternativas que, no total da votação feita no site da empresa, receberam 300 mil votos. Chamado Paquera, o anúncio exibia uma moça na praia que convidava, através de mímica, um rapaz numa ilha próxima para beber com ela. A maioria decidiu colocar no ar a situação de indecisão do rapaz, que não conseguia entender o convite da moça.
Se há alguns anos propostas como a da F/Nazca eram casos isolados, agora devem se tornar corriqueiras e cada vez mais incorporar recursos técnicos e participação do público externa. Direito autoral e ficha técnica de filme publicitário, tão reverenciadas no meio publicitário, vão cair em desuso, brinca Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência.
CAMPANHA
O reconhecimento de que esse caminho é uma tendência que se confirmou com a premiação da campanha do carro inglês Mini Cooper no Festival Internacional de Cannes. Em 2005, a agência Crispin Porter + Bogusky criou uma campanha que acabou vitoriosa na categoria Titanium Lions. A campanha se baseou na participação dos consumidores apaixonados pelo veículo. Esses fãs foram chamados a integrar uma comunidade na internet que defendia o Mini de possíveis falsificações. Tudo inventado com uma boa dose de humor. A campanha foi sucesso de público. Várias situações engraçadas surgiram em que, pelas leitura dos fãs, outros carros tentavam se transfigurar em Mini.
Fonte: Estado de S. Paulo
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Serviços de blog do Google e da Microsoft
impulsionam crescimento da web
08/09/2006
A popularidade dos serviços de blog, especialmente os do Google e da Microsoft, impulsionaram o crescimento de mais de 4 milhões de sites de internet em agosto, de acordo com a Netcraft.
O número de sites cresceu mais de 4% e chegou a 96,9 milhões, de acordo com o estudo da empresa de serviços de internet. Desde junho deste ano, houve um aumento de 15,5 milhões no total de sites.
Duas tendências foram responsáveis pela expansão: a popularidade e a competição dos serviços de blog oferecidos gratuitamente por Microsoft e Google, que adicionaram respectivamente 1,3 milhão e 459 mil novos usuários, com o Windows Live Spaces e o Blogger.
Os ganhos recentes com serviços de hospedagem gratuitos começam a ultrapassar o crescimento dos serviços pagos, de acordo com a Netcraft.
De acordo com a companhia, o sucesso dos serviços gratuitos de hospedagem representa um crescente desafio para os provedores tradicionais, especialmente quando um mercado importante como o de pequenas empresas começa a usá-los.
Fonte: ItWeb
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Pequenas dicas de web marketing
09/08/2006
Para atrair a atenção e fixar a mensagem
Na internet, para captar o interesse das pessoas é preciso chamar a atenção. E como fazer com que um internauta concentrado ponha atenção no seu anúncio? Alguns chamam de criatividade, outros de target adequado. Também poderia ser o planejamento de meios ou o conceito de timing. Afinal, você lançaria uma promoção para visitar a Antartida, em pleno inverno? Para vender algo é preciso atrair a atenção do usuário, causar seu interesse na mensagem de forma que execute a ação que desejamos. Depois de fisgado o anzol, vem a fixação da mensagem na percepção do internauta.
Gerar tráfego ou fixar marca?
O banner é a forma de publicidade online mais semelhante à propaganda tradicional. Talvez por isso seja o formato que mais recebe investimentos das agências de publicidade e de grandes anunciantes na internet. O banner, apesar de chamar a atenção do internauta e contribuir para gerar tráfego, obtém mais resultados no que se refere à divulgação e fixação de marca. Da mesma forma que outros meios, é preciso observar a relação custo/benefício avaliando quantidade de impressões cliques e até mesmo vendas realizadas.
Repetir a mensagem até fixar a idéia
O e-mail cumpre uma importante função como ferramenta de web marketing. Entre inúmeras vantagens, uma das principais é o fato de que a mensagem pode ser lida pelo destinatário quando este tiver vontade de fazê-lo. Apesar de terem interesse no que está sendo divulgado em um e-mail, alguns destinatários poderão não responder por diferentes razões, a menos que insistamos. Esta ação é chamada de repetição, e é um dos pilares do marketing tradicional. Para que uma pessoa registre uma mensagem, a entenda e reaja (clique), algumas vezes é preciso repeti-la.
Quando uma campanha de e-mail é um sucesso?
Uma campanha de e-mail marketing corretamente planejada e estruturada tem que atingir os resultados esperados, mas você sabe exatamente quais são? Fazer publicidade através de e-mail tem seus custos. Não apenas em termos econômicos mas também em relação aos esforços realizados pelas pessoas envolvidas. Em que momento podemos dizer que bom, a campanha funcionou! ? Tudo vai depender dos objetivos traçados. Aumentar a audiência do site? Conquistar novos usuários para sua base de assinantes? Realizar vendas? Você decide!
Sites de busca atraem audiência mais segmentada
Os sites de busca ainda são um dos mais eficientes meios de conquistar leads para o seu site, principalmente porque o tráfego proveniente dos buscadores é altamente segmentado. Uma pessoa que pesquisa uma palavra relacionada com o seu produto/serviço poderá ser direcionada para o seu site e as estatísticas dizem que 80% de todo tráfego da internet se inicia nos mecanismos de busca. Portanto, é importante fazer com que o seu site seja atrativo para os sites de busca, melhorando sua posição e resultando em mais visitantes ou clientes potenciais. Este trabalho é chamado de otimização do site.
No Marketing Afiliado todo mundo ganha
Programas de Afiliados são canais formados na web para gerarem tráfego e vendas. O site que promove o Programa oferece remuneração através de porcentagem sobre vendas ou comissão sobre visitas geradas, o que é um excelente meio de fazer publicidade porque alavanca a audiência e as vendas sem a necessidade de investimento inicial. Com isso, os sites participantes ganham uma oportunidade de deixarem de ser apenas mais um site para se tornarem importantes parceiros e ganham uma fonte de renda que vai variar conforme a audiência, o produto e o perfil do seu público.
Defina a estratégia de marketing para sua loja virtual
Não pense que basta montar a sua loja e já estará vendendo. É preciso ter uma estratégia de marketing, incluindo divulgação e atendimento ao consumidor. Lembre-se que cliente mal atendido não volta. Para a divulgação da sua loja, existem diferentes alternativas. Milhões de pessoas, diariamente, podem ficar sabendo do que você tem a oferecer e, é claro, fazer muitas compras. Basta divulgar.
Ricardo Prates Morais
Fonte: emarket
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Comércio na Internet será regulamentado
por nova lei
08/08/2006
Um projeto de lei vai regulamentar o comércio eletrônico no país. O objetivo é criar mecanismos para proteger o consumidor que faz compras pela Internet. Um dos pontos centrais é a certificação digital, ou seja, um documento semelhante a uma carteira de identidade virtual, que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação na rede de computadores.
Segundo o secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Jairo Klepacz, a proposta deve seguir na semana que vem para a Casa Civil. Depois da análise, o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
“O comprador tem que ter uma forma de se proteger quando ele adquire um produto da mesma forma que no comércio concreto. Uma das coisas mais importantes quando você transaciona no mundo digital é você ter segurança que essa transação tenha começo, meio e fim e que você esteja protegido. O que estamos fazendo é regulamentar essas transações pro meio de uma lei”, explicou.
Ao participar do 4º Fórum de Certificação Digital, em Brasília, o secretário afirmou que o governo federal entrou em contato com as grandes empresas de comércio eletrônico no Brasil para fazer consultas e buscar contribuições ao projeto. Já a parceria com o Ministério da Justiça, de acordo com Klepacz, é fundamental para resguardar a legislação sobre os direitos do consumidor.
"Hoje em dia, ao comprar um CD pela internet, você tem uma transação. Paga e aguarda receber, mas não tem uma maneira segura de se resguardar esse direito. Então, o que nós temos criando é justamente a materialização dessas regras dentro do mundo dinâmico e virtual como é do comércio eletrônico”, disse.
Indagado sobre a forma que os consumidores poderiam reclamar seus direitos, o secretário explicou que existe até a proposta de criar o “Procon virtual”. “Uma maneira das pessoas colocarem a sua reclamação, sua demanda, e ver isso legalmente ser atendido, porque hoje as pessoas estão desprotegidas dentro do comércio eletrônico”, resumiu.
Fonte: Tecnologia - Diário Online
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Internautas denunciam Mercado Livre
Clarissa Borges
13/07/2006
As compras feitas por meio da internet devem ser cercadas por muitos cuidados, principalmente quando o bem negociado é de grande valor. Um grupo de consumidores de vários Estados brasileiros vem enfrentando problemas com a empresa ItSolution, que negociava eletroeletrônicos através do site de leilões Mercado Livre. Apesar das várias reclamações feitas por internautas diretamente na página virtual, o negociante continuou em ação pelo menos até a última quarta-feira, 9.
Uma das clientes, Andréa Gomes, que efetuou a compra no dia 5 de julho e o pagamento no dia seguinte, só recebeu a câmera fotográfica no dia 2 de agosto, após realizar uma ampla negociação. Ela passou a integrar uma comunidade no Orkut de pessoas lesadas pelo responsável pelo ItSolution, Juliano Pacheco, de Curitiba, Paraná. Também foi criado um grupo no Yahoo reunindo os consumidores que compraram da empresa no Mercado Livre.
“Neste link é possível ver o histórico completo de duas negociações realizadas, os e-mails trocados e as respostas evasivas. As duas pessoas que publicaram as negociações também só receberam as mercadorias depois de tornarem seus casos públicos”, diz Andréa Gomes.
“Nas qualificações do vendedor no Mercado Livre constam os produtos já entregues, que ele replicou informando os códigos do envio”, acrescenta. A internauta diz que tem hábito de comprar no site, mas também já foi alvo de um "calote" praticado por um vendedor que lesou pelo menos 200 consumidores oferecendo um carregador de celular.
Experiência Negativa – A estudante Maria Bela de Andrade Soares ainda se arrepende de uma compra que tentou fazer por intermédio do Mercado Livre. “Em abril, comprei um Ipod por R$ 400 e nunca recebi”, revela. Após o pagamento, o vendedor sumiu e ela ficou sem o produto. Quando entrou em contato com a administração do site, Maria Bela teve a segunda surpresa - ainda mais desagradável do que a primeira. O Mercado Livre informou que não poderia interferir na negociação, já que o pagamento havia sido feito em nome de pessoa física. “Fiquei com o prejuízo”, lamenta.
A estudante credita à sorte as compras bem sucedidas. “Meu namorado já fez compras pela internet umas cinco vezes e nunca teve problemas”, revela. Mas acredita que o site Mercado Livre deveria ser mais criterioso na permissão para os vendedores. “Você pode fazer um cadastro com qualquer nome, qualquer endereço, sem nenhuma segurança”, afirma. Além disso, o vendedor tinha o nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e continuava apto a efetuar transações no site.
Fonte: A Tarde
Publicidade interativa ganha espaço na rede, à espera da TV digital
Marili Ribeiro e Renato Cruz
05/09/2006
Interatividade é a palavra de ordem na publicidade da internet. As agências mapeiam tendências em comunidades virtuais, como o Orkut, e criam blogs para verificar o que quer a audiência. Criam sites de produtos em que os internautas podem intervir no conteúdo. Divulgam filmes por correio eletrônico, que acabam atraindo audiência no site de vídeos YouTube. Anunciantes marcam presença no MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. E não é só isso. Em breve, toda essa experiência será transposta para a TV digital, interativa, com imagem de qualidade.
Há uma revolução de comportamento em curso, em que a interatividade dá o tom. E não é só na publicidade, prevê Eduardo Fischer, presidente da Fischer América, do Grupo Total. O consumidor deixou de ser passivo e está assumindo o papel de produtor de conteúdo, sendo até mesmo convidado, através da internet, a sugerir finais para campanhas publicitárias, completa ele.
GAMES
Buscar ferramentas que facilitem a interação com o público está virando condição necessária para o negócio da comunicação. Foi por isso, segundo Fischer, que o Grupo Total acaba de comprar a BG Interativa, uma empresa especializada em projetos de interatividade.
A BG, por exemplo, desenvolveu para uma companhia automobilística a possibilidade de o consumidor fazer um test-drive online. Tudo a partir dos princípios dos games, conta Fischer. O site, feito para o lançamento do novo Honda Civic, recebeu 200 mil visitantes únicos no primeiro mês. O tempo de permanência, num site interativo, é de 10 a 15 vezes maior, diz Araken Leão, diretor da BG.
Em janeiro deste ano, a BG criou um vídeo com um personagem dos comerciais da Caixa Econômica Federal - Monstro, um boneco de pêlos roxos e dois metros de altura - imitando jogadas do Ronaldinho, mas com um assistente vestido de azul que controlava a bola, para ser apagado depois com efeito de chroma-key. O vídeo foi distribuído por e-mail para cerca de 30 mil pessoas. Quatro ou cinco dias depois, estava no YouTube, sem intervenção da agência, e chegou a ser assistido por 3 milhões de pessoas.
Fenômeno mundial, o YouTube, site em que o internauta pode colocar seus vídeos, tem um crescimento surpreendente no Brasil. A audiência residencial subiu de 57 mil em dezembro de 2005 para 2,654 milhões em julho.
Toda essa experiência será aproveitada na TV interativa, afirma Araken. O governo promete que a televisão aberta digital, com interatividade, chegará a São Paulo em meados do ano que vem. A empresa tem oito pessoas em seu departamento de pesquisas em novas tecnologias, cujo foco principal é a TV interativa. Ela virá em três etapas. Primeiro, o espectador poderá comprar pela televisão. Depois, poderá interagir com os programas. E, em terceiro, poderá participar da edição do programas.
ANIMAÇÕES
O Brasil tem experiências pioneiras em publicidade interativa. No ano passado, a AgênciaClick criou para a Coca-Cola um theme-pack, pacote de itens personalizáveis, para o MSN Messenger, da Microsoft, para ser baixado pela internet. O pacote incluía recursos como fundos de tela, animações e emoticons (carinhas usadas no sistema de comunicação).
Um exemplo prático ainda dos primórdios dessa realidade, que agora começa a ganhar musculatura com o avanço da tecnologia, foi desenvolvido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi para a marca de cerveja Skol há cinco anos. A agência queria incorporar ao seu dia-a-dia uma turma jovem ligada na linguagem da web . E foi dessa turma que partiu a proposta de colocar no ar uma propaganda em capítulos, em que o final seria decidido pelos telespectadores.
Foram inventadas cinco alternativas que, no total da votação feita no site da empresa, receberam 300 mil votos. Chamado Paquera, o anúncio exibia uma moça na praia que convidava, através de mímica, um rapaz numa ilha próxima para beber com ela. A maioria decidiu colocar no ar a situação de indecisão do rapaz, que não conseguia entender o convite da moça.
Se há alguns anos propostas como a da F/Nazca eram casos isolados, agora devem se tornar corriqueiras e cada vez mais incorporar recursos técnicos e participação do público externa. Direito autoral e ficha técnica de filme publicitário, tão reverenciadas no meio publicitário, vão cair em desuso, brinca Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência.
CAMPANHA
O reconhecimento de que esse caminho é uma tendência que se confirmou com a premiação da campanha do carro inglês Mini Cooper no Festival Internacional de Cannes. Em 2005, a agência Crispin Porter + Bogusky criou uma campanha que acabou vitoriosa na categoria Titanium Lions. A campanha se baseou na participação dos consumidores apaixonados pelo veículo. Esses fãs foram chamados a integrar uma comunidade na internet que defendia o Mini de possíveis falsificações. Tudo inventado com uma boa dose de humor. A campanha foi sucesso de público. Várias situações engraçadas surgiram em que, pelas leitura dos fãs, outros carros tentavam se transfigurar em Mini.
Fonte: Estado de S. Paulo
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Serviços de blog do Google e da Microsoft
impulsionam crescimento da web
08/09/2006
A popularidade dos serviços de blog, especialmente os do Google e da Microsoft, impulsionaram o crescimento de mais de 4 milhões de sites de internet em agosto, de acordo com a Netcraft.
O número de sites cresceu mais de 4% e chegou a 96,9 milhões, de acordo com o estudo da empresa de serviços de internet. Desde junho deste ano, houve um aumento de 15,5 milhões no total de sites.
Duas tendências foram responsáveis pela expansão: a popularidade e a competição dos serviços de blog oferecidos gratuitamente por Microsoft e Google, que adicionaram respectivamente 1,3 milhão e 459 mil novos usuários, com o Windows Live Spaces e o Blogger.
Os ganhos recentes com serviços de hospedagem gratuitos começam a ultrapassar o crescimento dos serviços pagos, de acordo com a Netcraft.
De acordo com a companhia, o sucesso dos serviços gratuitos de hospedagem representa um crescente desafio para os provedores tradicionais, especialmente quando um mercado importante como o de pequenas empresas começa a usá-los.
Fonte: ItWeb
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Pequenas dicas de web marketing
09/08/2006
Para atrair a atenção e fixar a mensagem
Na internet, para captar o interesse das pessoas é preciso chamar a atenção. E como fazer com que um internauta concentrado ponha atenção no seu anúncio? Alguns chamam de criatividade, outros de target adequado. Também poderia ser o planejamento de meios ou o conceito de timing. Afinal, você lançaria uma promoção para visitar a Antartida, em pleno inverno? Para vender algo é preciso atrair a atenção do usuário, causar seu interesse na mensagem de forma que execute a ação que desejamos. Depois de fisgado o anzol, vem a fixação da mensagem na percepção do internauta.
Gerar tráfego ou fixar marca?
O banner é a forma de publicidade online mais semelhante à propaganda tradicional. Talvez por isso seja o formato que mais recebe investimentos das agências de publicidade e de grandes anunciantes na internet. O banner, apesar de chamar a atenção do internauta e contribuir para gerar tráfego, obtém mais resultados no que se refere à divulgação e fixação de marca. Da mesma forma que outros meios, é preciso observar a relação custo/benefício avaliando quantidade de impressões cliques e até mesmo vendas realizadas.
Repetir a mensagem até fixar a idéia
O e-mail cumpre uma importante função como ferramenta de web marketing. Entre inúmeras vantagens, uma das principais é o fato de que a mensagem pode ser lida pelo destinatário quando este tiver vontade de fazê-lo. Apesar de terem interesse no que está sendo divulgado em um e-mail, alguns destinatários poderão não responder por diferentes razões, a menos que insistamos. Esta ação é chamada de repetição, e é um dos pilares do marketing tradicional. Para que uma pessoa registre uma mensagem, a entenda e reaja (clique), algumas vezes é preciso repeti-la.
Quando uma campanha de e-mail é um sucesso?
Uma campanha de e-mail marketing corretamente planejada e estruturada tem que atingir os resultados esperados, mas você sabe exatamente quais são? Fazer publicidade através de e-mail tem seus custos. Não apenas em termos econômicos mas também em relação aos esforços realizados pelas pessoas envolvidas. Em que momento podemos dizer que bom, a campanha funcionou! ? Tudo vai depender dos objetivos traçados. Aumentar a audiência do site? Conquistar novos usuários para sua base de assinantes? Realizar vendas? Você decide!
Sites de busca atraem audiência mais segmentada
Os sites de busca ainda são um dos mais eficientes meios de conquistar leads para o seu site, principalmente porque o tráfego proveniente dos buscadores é altamente segmentado. Uma pessoa que pesquisa uma palavra relacionada com o seu produto/serviço poderá ser direcionada para o seu site e as estatísticas dizem que 80% de todo tráfego da internet se inicia nos mecanismos de busca. Portanto, é importante fazer com que o seu site seja atrativo para os sites de busca, melhorando sua posição e resultando em mais visitantes ou clientes potenciais. Este trabalho é chamado de otimização do site.
No Marketing Afiliado todo mundo ganha
Programas de Afiliados são canais formados na web para gerarem tráfego e vendas. O site que promove o Programa oferece remuneração através de porcentagem sobre vendas ou comissão sobre visitas geradas, o que é um excelente meio de fazer publicidade porque alavanca a audiência e as vendas sem a necessidade de investimento inicial. Com isso, os sites participantes ganham uma oportunidade de deixarem de ser apenas mais um site para se tornarem importantes parceiros e ganham uma fonte de renda que vai variar conforme a audiência, o produto e o perfil do seu público.
Defina a estratégia de marketing para sua loja virtual
Não pense que basta montar a sua loja e já estará vendendo. É preciso ter uma estratégia de marketing, incluindo divulgação e atendimento ao consumidor. Lembre-se que cliente mal atendido não volta. Para a divulgação da sua loja, existem diferentes alternativas. Milhões de pessoas, diariamente, podem ficar sabendo do que você tem a oferecer e, é claro, fazer muitas compras. Basta divulgar.
Ricardo Prates Morais
Fonte: emarket
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Comércio na Internet será regulamentado
por nova lei
08/08/2006
Um projeto de lei vai regulamentar o comércio eletrônico no país. O objetivo é criar mecanismos para proteger o consumidor que faz compras pela Internet. Um dos pontos centrais é a certificação digital, ou seja, um documento semelhante a uma carteira de identidade virtual, que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação na rede de computadores.
Segundo o secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Jairo Klepacz, a proposta deve seguir na semana que vem para a Casa Civil. Depois da análise, o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
“O comprador tem que ter uma forma de se proteger quando ele adquire um produto da mesma forma que no comércio concreto. Uma das coisas mais importantes quando você transaciona no mundo digital é você ter segurança que essa transação tenha começo, meio e fim e que você esteja protegido. O que estamos fazendo é regulamentar essas transações pro meio de uma lei”, explicou.
Ao participar do 4º Fórum de Certificação Digital, em Brasília, o secretário afirmou que o governo federal entrou em contato com as grandes empresas de comércio eletrônico no Brasil para fazer consultas e buscar contribuições ao projeto. Já a parceria com o Ministério da Justiça, de acordo com Klepacz, é fundamental para resguardar a legislação sobre os direitos do consumidor.
"Hoje em dia, ao comprar um CD pela internet, você tem uma transação. Paga e aguarda receber, mas não tem uma maneira segura de se resguardar esse direito. Então, o que nós temos criando é justamente a materialização dessas regras dentro do mundo dinâmico e virtual como é do comércio eletrônico”, disse.
Indagado sobre a forma que os consumidores poderiam reclamar seus direitos, o secretário explicou que existe até a proposta de criar o “Procon virtual”. “Uma maneira das pessoas colocarem a sua reclamação, sua demanda, e ver isso legalmente ser atendido, porque hoje as pessoas estão desprotegidas dentro do comércio eletrônico”, resumiu.
Fonte: Tecnologia - Diário Online
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Internautas denunciam Mercado Livre
Clarissa Borges
13/07/2006
As compras feitas por meio da internet devem ser cercadas por muitos cuidados, principalmente quando o bem negociado é de grande valor. Um grupo de consumidores de vários Estados brasileiros vem enfrentando problemas com a empresa ItSolution, que negociava eletroeletrônicos através do site de leilões Mercado Livre. Apesar das várias reclamações feitas por internautas diretamente na página virtual, o negociante continuou em ação pelo menos até a última quarta-feira, 9.
Uma das clientes, Andréa Gomes, que efetuou a compra no dia 5 de julho e o pagamento no dia seguinte, só recebeu a câmera fotográfica no dia 2 de agosto, após realizar uma ampla negociação. Ela passou a integrar uma comunidade no Orkut de pessoas lesadas pelo responsável pelo ItSolution, Juliano Pacheco, de Curitiba, Paraná. Também foi criado um grupo no Yahoo reunindo os consumidores que compraram da empresa no Mercado Livre.
“Neste link é possível ver o histórico completo de duas negociações realizadas, os e-mails trocados e as respostas evasivas. As duas pessoas que publicaram as negociações também só receberam as mercadorias depois de tornarem seus casos públicos”, diz Andréa Gomes.
“Nas qualificações do vendedor no Mercado Livre constam os produtos já entregues, que ele replicou informando os códigos do envio”, acrescenta. A internauta diz que tem hábito de comprar no site, mas também já foi alvo de um "calote" praticado por um vendedor que lesou pelo menos 200 consumidores oferecendo um carregador de celular.
Experiência Negativa – A estudante Maria Bela de Andrade Soares ainda se arrepende de uma compra que tentou fazer por intermédio do Mercado Livre. “Em abril, comprei um Ipod por R$ 400 e nunca recebi”, revela. Após o pagamento, o vendedor sumiu e ela ficou sem o produto. Quando entrou em contato com a administração do site, Maria Bela teve a segunda surpresa - ainda mais desagradável do que a primeira. O Mercado Livre informou que não poderia interferir na negociação, já que o pagamento havia sido feito em nome de pessoa física. “Fiquei com o prejuízo”, lamenta.
A estudante credita à sorte as compras bem sucedidas. “Meu namorado já fez compras pela internet umas cinco vezes e nunca teve problemas”, revela. Mas acredita que o site Mercado Livre deveria ser mais criterioso na permissão para os vendedores. “Você pode fazer um cadastro com qualquer nome, qualquer endereço, sem nenhuma segurança”, afirma. Além disso, o vendedor tinha o nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e continuava apto a efetuar transações no site.
Fonte: A Tarde
Marketing
Bombril contabiliza resultados de projeto esportivo
Programa 'Mulheres que Fazem o Brasil Brilhar', que patrocina 56 atletas de 13 modalidades, completa 500 dias com um saldo de 195 medalhas conquistadas
Fernando Murad
15/08/06
Ao completar 500 dias de implementação do projeto "Mulheres que Fazem o Brasil Brilhar", a Bombril comemora o desempenho obtido com a iniciativa. As 56 atletas patrocinadas pela empresa conquistaram 195 medalhas nesse período, sendo 128 de ouro, 49 de prata e 18 de bronze. Lançado em março de 2005, o programa tem como objetivo obter nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o dobro das 40 medalhas obtidas pelas atletas brasileiras em Santo Domingo em 2003.
Em 30 meses de iniciativa, conduzida em parceria com a Brunoro & Cocco Sports Business, o investimento é de R$ 12 milhões. A exposição de mídia espontânea das marcas Pinho Bril, Limpol, Mon Bijou e Sapólio Radium, patrocinadoras das atletas, atingiram a casa dos R$ 80 milhões - R$ 55 milhões em veículos impressos e R$ 25 milhões em televisão. O contrato das atletas, além de uma quota mensal, compreende premiações pelo cumprimento de metas esportivas.
Fonte: Meio & Mensagem
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Patrocínio é dever da empresa, diz consumidor
Eliane Sobral
15/08/2006
Os investimentos das empresas em ações de patrocínio cultural, esportivo, ambiental e social são muito bem-vindos pela população brasileira, mas ela tende a enxergá-los cada vez mais como ações de marketing e não como responsabilidade social ou altruísmo.
O diagnóstico aparece em pesquisa realizada pela Significa, de planejamento para marcas e pela consultoria de projetos Articultura. Ambas promovem seminário sobre o tema entre hoje e amanhã em São Paulo.
Esta já é a quarta pesquisa realizada pelas empresas sobre a percepção dos consumidores a respeito de ações de patrocínio empresarial e, pela primeira vez, o levantamento é qualitativo - ou seja, reuniu-se grupos de consumidores para debater o assunto. Foram seis equipes de discussão com participação de seis pessoas por grupo das classes A, B e C na cidade de São Paulo e idades entre 18 e 45 anos.
Outra percepção comum aos consumidores entrevistados é que os investimentos em patrocínio são favorecidos pelo governo e estimulados por vantajosos incentivos fiscais. Além disso, os entrevistados consideram que, em seu conjunto, estas ações estão aquém do desejável, em quantidade, qualidade e eficácia. "Num país de imensas carências e mazelas sociais, a contribuição das empresas é vista como dever e obrigação de cidadania", diz o sócio-diretor da Significa e da Articultura, Yacoff Sarkovas. Na carteira de clientes das duas empresas figuram marcas como Natura, PepsiCo, Pão de Açúcar e Canal Futura, entre outros.
Segundo ele, a pesquisa mostra também que a cobrança maior incide sobre empresas de setores percebidos como mais poderosos, lucrativos e privilegiados, como bancos, petrolíferas, indústrias farmacêutica, de papel e celulose, mineradoras, do setor de telefonia, estatais, concessionárias públicas e empresas de grande porte da mídia.
Sarkovas diz que são muitas e variadas as ações espontaneamente lembradas pelo público, mas poucas são corretamente associadas às marcas patrocinadoras. Segundo ele, para que suas ações sejam reconhecidas, a empresa precisa antes cumprir seus compromissos básicos com o mercado e com a sociedade como estimular o crescimento da economia, gerar e preservar postos de trabalho.
De acordo com o consultor, os consumidores tendem a punir marcas que ele considera egoístas e empresas irresponsáveis. Essa constatação vai ao encontro de pesquisa apresentada em julho passado pelo Instituto Akatu pelo consumo consciente e pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social segundo a qual, o consumidor deixa de comprar uma marca que não considera socialmente responsável como forma de punir a empresa.
Fonte: Valor Online
Programa 'Mulheres que Fazem o Brasil Brilhar', que patrocina 56 atletas de 13 modalidades, completa 500 dias com um saldo de 195 medalhas conquistadas
Fernando Murad
15/08/06
Ao completar 500 dias de implementação do projeto "Mulheres que Fazem o Brasil Brilhar", a Bombril comemora o desempenho obtido com a iniciativa. As 56 atletas patrocinadas pela empresa conquistaram 195 medalhas nesse período, sendo 128 de ouro, 49 de prata e 18 de bronze. Lançado em março de 2005, o programa tem como objetivo obter nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o dobro das 40 medalhas obtidas pelas atletas brasileiras em Santo Domingo em 2003.
Em 30 meses de iniciativa, conduzida em parceria com a Brunoro & Cocco Sports Business, o investimento é de R$ 12 milhões. A exposição de mídia espontânea das marcas Pinho Bril, Limpol, Mon Bijou e Sapólio Radium, patrocinadoras das atletas, atingiram a casa dos R$ 80 milhões - R$ 55 milhões em veículos impressos e R$ 25 milhões em televisão. O contrato das atletas, além de uma quota mensal, compreende premiações pelo cumprimento de metas esportivas.
Fonte: Meio & Mensagem
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Patrocínio é dever da empresa, diz consumidor
Eliane Sobral
15/08/2006
Os investimentos das empresas em ações de patrocínio cultural, esportivo, ambiental e social são muito bem-vindos pela população brasileira, mas ela tende a enxergá-los cada vez mais como ações de marketing e não como responsabilidade social ou altruísmo.
O diagnóstico aparece em pesquisa realizada pela Significa, de planejamento para marcas e pela consultoria de projetos Articultura. Ambas promovem seminário sobre o tema entre hoje e amanhã em São Paulo.
Esta já é a quarta pesquisa realizada pelas empresas sobre a percepção dos consumidores a respeito de ações de patrocínio empresarial e, pela primeira vez, o levantamento é qualitativo - ou seja, reuniu-se grupos de consumidores para debater o assunto. Foram seis equipes de discussão com participação de seis pessoas por grupo das classes A, B e C na cidade de São Paulo e idades entre 18 e 45 anos.
Outra percepção comum aos consumidores entrevistados é que os investimentos em patrocínio são favorecidos pelo governo e estimulados por vantajosos incentivos fiscais. Além disso, os entrevistados consideram que, em seu conjunto, estas ações estão aquém do desejável, em quantidade, qualidade e eficácia. "Num país de imensas carências e mazelas sociais, a contribuição das empresas é vista como dever e obrigação de cidadania", diz o sócio-diretor da Significa e da Articultura, Yacoff Sarkovas. Na carteira de clientes das duas empresas figuram marcas como Natura, PepsiCo, Pão de Açúcar e Canal Futura, entre outros.
Segundo ele, a pesquisa mostra também que a cobrança maior incide sobre empresas de setores percebidos como mais poderosos, lucrativos e privilegiados, como bancos, petrolíferas, indústrias farmacêutica, de papel e celulose, mineradoras, do setor de telefonia, estatais, concessionárias públicas e empresas de grande porte da mídia.
Sarkovas diz que são muitas e variadas as ações espontaneamente lembradas pelo público, mas poucas são corretamente associadas às marcas patrocinadoras. Segundo ele, para que suas ações sejam reconhecidas, a empresa precisa antes cumprir seus compromissos básicos com o mercado e com a sociedade como estimular o crescimento da economia, gerar e preservar postos de trabalho.
De acordo com o consultor, os consumidores tendem a punir marcas que ele considera egoístas e empresas irresponsáveis. Essa constatação vai ao encontro de pesquisa apresentada em julho passado pelo Instituto Akatu pelo consumo consciente e pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social segundo a qual, o consumidor deixa de comprar uma marca que não considera socialmente responsável como forma de punir a empresa.
Fonte: Valor Online
Varejo
Fabricante "reinventa" canudos para agregar valor às marcas
André Vieira
28/09/2006
No fim dos anos 30, o americano Joseph Friedman notou a dificuldade da sua jovem filha Judith em tomar um milk-shake com um canudo normal. Inquieto, ele pegou um canudo de papel, inseriu um parafuso e, com a ajuda de um fio dental, deu forma corrugada ao caninho. Tirando o parafuso, o canudo poderia dobrar, permitindo que sua filha tomasse confortavelmente sua bebida. A invenção foi um sucesso de vendas no pós-guerra.
Mais de sete décadas depois, a Tetra Pak, fabricante sueca de embalagens, produziu uma nova série de canudos, o que pode ser considerada uma das maiores inovações no mundo dos tubinhos desde a invenção do modelo flexível, patenteado por Friedman em 1937. As novidades, que foram apresentados na última feira Anuga FoodTec, maior exposição da indústria de alimentos, em abril, na Alemanha, estão chegando agora ao país.
Aparentemente, poucos fabricantes de embalagens dão atenção para uma invenção já consagrada e tradicional como o canudo. "A empresa tem um DNA forte em inovação", afirma o diretor de desenvolvimento de negócios da Tetra Pak no Brasil, Guilherme Franklin. A companhia criou as embalagens cartonadas, nos anos 50, que se popularizaram através do leite longa vida, que substitui as antigas embalagens plásticas. Em 2005, a filial brasileira produziu mais de 8 bilhões de embalagens.
A nova família de canudos tem cheiro ou gosto, possui cores variadas ou chamativas e até muda de cor conforme a temperatura do líquido (quente ou frio). Os produtos são voltados para bebidas específicas, ocasiões de consumo ou para permitir sensações diferentes das usualmente conhecidas. Os canudos foram produzidos em sua maioria na unidade de Portugal e exportados para o Brasil.
Não está descartada pela empresa a possibilidade de produzi-los na sua fábrica de Monte Mor, a 120 quilômetros de São Paulo. A companhia terá de avaliar a demanda para saber se vale a pena a introdução de uma nova linha de produção de canudos, explica Franklin.
A Tetra Pak possui 13 fábricas desse tipo de produtos no mundo, mas a unidade brasileira é a campeã em produtividade, informa a empresa sem revelar números (a Tetra Pak não fornece seu faturamento no Brasil). Hoje, já se produz ali os canudos convencionais além de coloridos e listrados. Mas dado ao fato de o Brasil ser um dos principais países em termos de vendas da companhia sueca, comparável à China, a linha de produção poderá chegar ao país.
A Amacoco, fabricante da água de coco Kero Coco, é até agora a única empresa a incorporar um dos integrantes da nova família de canudos no Brasil. Ela decidiu introduzir a novidade ao reformular o "lay-out" da sua embalagem de longa vida de 200 ml - a primeira mudança desde o lançamento do produto ocorrido em 1995.
Ao contrário dos canudos convencionais, que levam o líquido direto para a garganta, o novo canudo, apelidado de "TriKero" pela empresa brasileira, tenta mudar o jeito como se degusta a bebida. Conhecido como sensorial pela Tetra Pak, o canudinho, feito de polipropileno, tem a aparência similar aos normais, exceto por três pequenos furos, dois laterais e um no topo. Por meio deles, o líquido distribui-se mais uniformemente pelas papilas gustativas da língua.
"A sensação é diferente, similar com o beber a água de coco em um copo", compara Nicola Armellini, gerente de marketing da Amacoco, empresa com cerca de 65% do mercado brasileiro de água de coco industrializada. Pesquisa encomendada pela empresa ao Instituto Planning, com seis grupos formados com consumidores das classes ABC, indicou que 69% deles aceitaram a novidade do canudo sensorial na embalagem de água de coco.
A expectativa da empresa é fabricar mensalmente 5 milhões de unidades de água de coco em embalagens de 200 ml, todas elas com os novos canudos. A novidade, que custa poucos centavos, será absorvida inicialmente pela empresa e afetará a margem da companhia. A previsão é identificar se o canudo trará ganhos para a empresa. "Estamos tentando entender quanto de valor se agrega à marca", disse Armellini. O acessório será testado ao longo do verão de 2007.
Franklin, da Tetra Pak, diz que os novos canudos têm um forte apelo para atingir o público infantil. "Tem características 'fun'", diz. Mesmo com as novidades, a empresa estuda os limites do que pode ser feito com os novos modelos. Os que incluem sabores - possuem cristais de limão ou achocolatados internamente - podem ser campo de experimentos conforme a criatividade das empresas. "Eles poderão vir com suplementos nutricionais", exemplifica Franklin.
Fonte: Valor Online
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Grifes brasileiras criam marcas mais barataas e aumentam vendas
Vanessa Barone
29/08/2006
Criar uma segunda marca, de preço mais acessível ou de perfil mais jovem, é uma estratégia tradicional entre as grifes de moda italiana, consideradas precursoras nessa área. A Dolce & Gabbana tem a D&G, a Prada possui a Miu Miu, a Giorgio Armani criou a Emporio Armani e a Roberto Cavalli, a Just Cavalli. No Brasil, quem copiou a idéia está feliz da vida.
As segundas marcas são uma espécie de porta de entrada para as grifes-mães abocanharem um público mais amplo e cujo bolso, em geral, não é tão fundo. O sucesso de algumas chegou a surpreender as grifes-mãe. A Miu Miu, que surgiu no início dos anos 90, em pouco tempo quase desbancou a quase centenária Prada. A segunda marca foi vista como mais mais descolada e moderna que a grife original. A Emporio Armani é outro exemplo de negócio bem sucedido, pois já fatura tanto quanto a Giorgio Armani - o que abriu as portas para o surgimento de outras marcas do mesmo grupo, que faturou 1,4 bilhão em 2005.
A Giorgio Armani, a grife-mãe, é até hoje a que, sozinha, fatura mais no grupo - responde por 33% da receita. Mas a segunda linha da marca, a Emporio, já chegou bem perto, com 26%. Em seguida vêm Armani Collezione, com 17%, a AJ Armani Jeans, com 15%, e a A/X Armani Exchange, com 7%.
No Brasil, as segundas marcas também apresentam resultados positivos. A designer de sapatos Francesca Giobbi, de São Paulo, viu as vendas de sua loja subirem 25% depois que ela criou a Grace, linha de calçados femininos, cerca de 20% mais barata. Para a grife carioca feminina Andréa Saletto, no mercado há quase 30 anos, criar a marca Permanente significou ampliar pontos de venda no atacado. A mesma estratégia foi utilizada pela paulista Huis Clos, que criou a grife Maria Garcia - ambas femininas - por apostar na expansão de suas vendas por meio de um produto mais acessível e jovial.
Conhecida por fazer sapatos comparáveis a vestidos de alta-costura, a designer Francesca Giobbi percebeu que havia um nicho de mercado pouco explorado: o de sapatos sofisticados, de estilo jovem. "As filhas das minhas clientes vinham à loja mas não achavam o que queriam", diz Francesca.
A empresária lançou a Grace no início do ano. A nova linha é composta de sapatos mais confortáveis e divertidos, mas feitos artesanalmente como os da grife Francesca Giobbi. As meninas entre os 15 e os 18 anos, a quem a marca se dirige, estão começando a usar saltos, por isso precisam de formas confortáveis, explica Francesca. Os sapatos da Grace são forrados com couro e tecido - o que os deixa mais macios.
"A loja cresceu 25% em vendas", comemora Francesca que, em novembro, abre sua segunda loja, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta nova unidade também venderá as duas marcas. A partir daí, Francesca quer fazer a Grace crescer, com a criação bolsas, cintos, carteiras e até de uma coleção masculina.
A grife Maria Garcia é outra versão jovem de marca consagrada. Neste caso, da Huis Clos, fundada há 28 anos. "A Maria Garcia é mais fácil de produzir e de vender", diz sua dona, a estilista e empresária Clo Orozco. A motivação para a criação da segunda linha foi econômica. "A Huis Clos ficou sofisticada demais", diz Clo, que cria as roupas no corpo de um modelo (pela técnica chamada de "moulage"), que exige mão-de-obra muito especializada. Reproduzir esse tipo de corte e costura em série é quase impossível, mesmo que numa produção limitada.
A Maria Garcia, feita com tecidos mais baratos e modelagem menos complexa, foi a saída para aumentar as vendas. A produção é feita fora da fábrica da Huis Clos. Esta, hoje, tem quatro lojas próprias e a Maria Garcia, duas. A marca mais popular também é vendida em lojas de terceiros, somando-se 50 pontos de venda. A Maria Garcia já representa 30% do faturamento da empresa, mas Clo projeta que essa fatia chegue a 50%. Juntas, as duas grifes produzem 130 mil peças por ano.
Com 27 anos de mercado, a estilista Andréa Saletto também percebeu que para ter peso no atacado precisaria criar roupas mais comerciais. Há oito anos, surgiu a Permanente, que hoje responde por 40% da empresa Andréa Saletto. A grife principal, que leva o nome da estilista, tem quatro lojas e produção de 10 mil peças por ano. A Permanente, com 20 mil peças anuais, já alcançou seis lojas próprias - com produtos cerca de quatro vezes mais baratos.
Para Luciane Robic, diretora de marketing do Instituto Brasileiro de Moda (IBModa), criar uma segunda linha permite às empresas arriscar em coleções mais modernas, sem mexer com a identidade das marcas originais. As segundas marcas também são a porta de entrada às marcas aspiracionais. "Se eu não posso vestir marca principal, fico com a segunda marca", diz Luciane. A estratégia também é acertada do ponto de vista do volume de vendas. "É possível pulverizar a distribuição, sem popularizar demais a marca."
Fonte: Valor Online
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Sagatiba investe em ação promocional nos pontos-de-venda
17.08.06
Cerca de 30 mil consumidores experimentarão drinks feitos com Sagatiba enquanto fazem suas compras nos supermercados. As ações de degustação da cachaça premium serão feitas até o dia 23 de setembro, nos corredores de quatro grandes redes: Pão-de-Açúcar, Extra, Sendas e Wal Mart.
O objetivo da ação é fazer com que o consumidor experimente o produto e conheça as diversas possibilidades de drinks preparados com Sagatiba. A caipirinha de melancia com melão, por exemplo, é uma das bebidas oferecidas aos clientes.
A mistura entre o limão e o abacaxi é outra opção de drink, sempre feitos na hora pelos bartenters Sagatiba. Segundo pesquisa realizada em junho pela Millward Brown Brasil, instituto ligado ao Ibope, o conhecimento da marca Sagatiba cresceu de 32% para 73%. A meta agora é aumentar a experimentação.
No total, 224 ações serão realizadas em 22 pontos de vendas simultâneos em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Além de ganhar o drink, o consumidor recebe também um mini guia com oito receitas para poder fazer sua própria bebida em casa. As próximas ações serão realizadas no Nordeste do país.
Somando o mercado brasileiro com o europeu, a Sagatiba pretende atingir mais de um milhão de garrafas vendidas até o final do ano. A previsão é triplicar as vendas de 2005, que foram de 433 mil garrafas, para mais de 1,2 milhão em 2006.
Fonte: Fispal
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Com nova fábrica, Cacau Show vai à mídia
Eliane Sobral
14/08/2006
Quando pediu US$ 500 emprestados a um tio para investir na fabricação de ovos de Páscoa, Alexandre Tadeu da Costa talvez não imaginasse que 18 anos depois estaria à frente de uma empresa com 285 lojas espalhadas por todo o país e que em outubro inaugura sua segunda unidade fabril com 17 mil metros quadrados de área construída e investimentos de R$ 13 milhões.
O negócio começou familiar, os pais do empresário eram revendedores de produtos da Avon e da Natura. Logo montaram uma pequena distribuidora e passaram a criar marcas próprias para vender de malhas de Monte Sião à ovos de Páscoa, produtos de beleza, lingerie. Foi aí que nasceu a marca Cacau Show.
Aos 14 anos, Alexandre juntou-se aos avós, tios e primos - todos empregados na distribuidora. "Mas aos 17 eu achava que estava ganhando pouco e pedi demissão". Para seguir carreira solo, Alexandre Costa pediu a marca Caca Show emprestada da família - os negócios com ovos de chocolate não tinham prosperado como o previsto - "os fornecedores deixaram meus pais na mão em plena Páscoa e eles resolveram se concentrar em áreas menos problemática".
A separação dos negócios da família foi amigável. Tanto que numa outra véspera de Páscoa ele recorreu a um dos tios para se capitalizar e vender seus chocolates. "Cometi um erro que talvez tenha sido meu maior acerto", lembra ele.
Alexandre negociou ovos de chocolate de 50 gramas mas esqueceu de avisar seus fornecedores - que só produziu ovos de 500 gramas e um quilo. "A dois dias de entregar as encomendas eu não tinha o produto". Numa distribuidora encontrou uma senhora, dona Cleusa, que comprava matéria-prima para fazer ovos de chocolate para a família. "Acho que ela ficou com pena daquele garoto de 17 anos desesperado e resolveu ajudar. Passamos três dias quase sem dormir mas fizemos os dois mil ovos de 50 gramas que me foram encomendados."
Alexandre Costa não diz qual é a produção atual - mas faz questão de informar que uma das máquinas que importou da Itália para a nova fábrica produz uma tonelada de chocolate por hora. O faturamento neste ano, calcula ele, chega aos R$ 48 milhões - somando as vendas da fábrica e a receita vinda da divisão de franquias, umas das apostas de Costa para crescer. Das 285 lojas da Cacau Show, apenas dez são próprias. "Nossa meta é chegar a 2010 com 1 mil lojas e superar a maior rede de vendas de chocolates do mundo, que é a norte-americana Rock Montain, com 385 lojas atualmente", diz.
Além da nova fábrica, a Cacau Show terá a sua primeira campanha publicitária. Com investimentos de R$ 7 milhões, a marca estréia na mídia - televisão, revistas femininas e outdoors - na próxima semana e fica no ar até a Páscoa do ano que vem em campanha assinada pela QG Propaganda. "Nossa comunicação sempre foi feita dentro de casa e agora queremos cuidar da marca. Fazer de um jeito bem profissional".
O desejo de imprimir profissionalismo ao marketing teve um empurrãozinho da concorrência. Em julho passado, a Kopenhagen, famosa pelos chocolates tradicionais e caros, resolveu avançar sobre as classes B e C - exatamente o público consumidor dos chocolates da Cacau Show - com uma linha de produtos mais acessíveis. "São relativamente mais baratos porque mesmo os chocolates mais em conta deles custam o dobro que nossos similares", alfineta o empresário.
Ele diz que não se preocupa com essa nova estratégia da concorrente. "Não adianta botar a Ivete Sangalo para fazer propaganda e cobrar R$ 160 por um quilo de chocolate", diz ele referindo-se à cantora popular que estrela a campanha da Kopenhagen. "Temos uma gestão muito rigorosa, poucos níveis hierárquicos, a diretoria, que sou eu, a gerência e o chão de fábrica e ainda temos na automatização da indústria um importante fator de redução de custos. Por isso nosso produto é honesto, de boa qualidade e bom preço", diz.
A expectativa de Alexandre Costa é elevar as vendas em 40% - parte desse crescimento ele atribui aos efeitos da campanha publicitária e a outra parte ao crescimento orgânico da empresa.
Paulo Zoega, vice-presidente de planejamento e atendimento da QG Propaganda diz que pesquisa qualitativa com 30 consumidores dentro das lojas da Cacau Show indicou o caminho a seguir na nova campanha. "A relação do consumidor com chocolate não é racional e por isso vamos vender um momento de prazer", diz ele, que criou o slogan "é fácil comprar um momento de felicidade", para vender a marca Cacau Show.
Fonte: Valor Online
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Le Postiche moderniza lojas para valorizar sua marca
Vanessa Barone
14/08/2006
Os clientes que entram nas lojas Le Postiche já começam a sentir um cheiro de mudança no ar. Desde a última semana, as lojas da rede estão perfumadas com uma fragrância exclusiva, com aroma de limão, chá verde e rosas, que foi desenvolvida para ser o "cheiro da marca". Aos 28 anos, a rede que vende bolsas, malas e acesssórios aposta que pode sensibilizar os consumidores não apenas pelos preços baixos. Mais do que uma loja de oportunidades - que é a sua origem - a Le Postiche quer se firmar como marca. E para isso está investindo na modernização da rede, com nova comunicação visual, e no desenvolvimento de produtos com design próprio.
"Nossa missão é democratizar a moda", diz Alessandra Restaino Diago, diretora comercial da empresa que fatura R$ 180 milhões (dado de 2004) e comercializa cerca de 300 mil itens mensalmente. Ano passado, a Le Postiche havia anunciado um plano de expansão ambicioso com a ampliação da rede de licenciados e aumento o número total de lojas de 168 para 800, até 2010.
O plano foi revisto: a meta agora é chegar às 500 lojas, no mesmo prazo. A empresa conclui que, antes de partir para uma expansão agressiva, era preciso reforçar a marca e reorganizar a estrutura de negócios. Segundo Alessandra, a aposta será no crescimento pela força da marca e não, meramente, em número de pontos-de-venda. Das 168 lojas atuais, 66 são próprias. As restantes são licenciadas.
Para isso, a partir deste ano, os licenciados da rede são obrigados a ter o mesmo mix de produtos - coisa que não ocorria no passado e atrapalhava a identificação da Le Postiche como marca, pelos consumidores. A partir da coleção primavera-verão, a varejista passa a trabalhar com o conceito de coleção, que muda a cada estação. "Antes, um modelo de bolsa podia ficar na loja até ser vendida", diz Alessandra. Agora não: a coleção antiga sai para dar lugar a outra. A nova linha de verão, que já está chegando às lojas, tem o tema "Le Moda Brasil", em homenagem ao país. "Os produtos seguem as tendências de moda mundiais."
A forma de expor os produtos também vai mudar: a Le Postiche realizou uma pesquisa com consumidores e descobriu, por exemplo, que suas lojas eram cheias demais o que dificultava a locomoção. Pelo novo projeto, os pontos de venda terão mais espaços vazios - ou, "de respiro". A reforma nas lojas já começou. Por enquanto, apenas a do shopping Center Norte já tem o novo layout. "Até o final do ano, reformaremos 30 lojas."
A empresa contratou a Oz Design para criar a sua nova logomarca, que agora traz o nome em cinza e verde limão. A comunicação visual estendeu-se para as embalagens e toda a papelaria da empresa. Pela primeira vez, a Le Postiche terá um ícone que representará a sua grife e que irá substituir o seu nome nos itens de marca própria. Desde o ano passado, esse produtos são criados por uma equipe de estilo própria e desenvolvida por fornecedores terceirizados. Hoje, 50% dos produtos à venda na rede é de marca própria.
Até o final do ano, a empresa vai lançar um novo cartão de crédito, com uma grande empresa de cartões - cujo nome ainda não pode ser divulgado. O contrato com a Aura, bandeira dos antigos cartões da Le Postiche, foi encerrado.
No pacote de mudanças da Le Postiche também entra o lançamento de uma série de CDs com seleções musicais para tocar na loja, a exemplo do que já fazem lojas como a Daslu e a Tok & Stok. "Eles serão vendidos, no futuro", diz Alessandra.
A origem da Le Postiche é o salão e loja de perucas de mesmo nome, criado pelo avô de Alessandra, o cabeleireiro Antônio Restaino, no anos 70. A queda no uso das perucas fez Restaino utilizar as máquinas de perucas para fazer bolsas e carteiras. Nascia assim o império Le Postiche, que continua nas mãos da família.
Fonte: Valor Online
André Vieira
28/09/2006
No fim dos anos 30, o americano Joseph Friedman notou a dificuldade da sua jovem filha Judith em tomar um milk-shake com um canudo normal. Inquieto, ele pegou um canudo de papel, inseriu um parafuso e, com a ajuda de um fio dental, deu forma corrugada ao caninho. Tirando o parafuso, o canudo poderia dobrar, permitindo que sua filha tomasse confortavelmente sua bebida. A invenção foi um sucesso de vendas no pós-guerra.
Mais de sete décadas depois, a Tetra Pak, fabricante sueca de embalagens, produziu uma nova série de canudos, o que pode ser considerada uma das maiores inovações no mundo dos tubinhos desde a invenção do modelo flexível, patenteado por Friedman em 1937. As novidades, que foram apresentados na última feira Anuga FoodTec, maior exposição da indústria de alimentos, em abril, na Alemanha, estão chegando agora ao país.
Aparentemente, poucos fabricantes de embalagens dão atenção para uma invenção já consagrada e tradicional como o canudo. "A empresa tem um DNA forte em inovação", afirma o diretor de desenvolvimento de negócios da Tetra Pak no Brasil, Guilherme Franklin. A companhia criou as embalagens cartonadas, nos anos 50, que se popularizaram através do leite longa vida, que substitui as antigas embalagens plásticas. Em 2005, a filial brasileira produziu mais de 8 bilhões de embalagens.
A nova família de canudos tem cheiro ou gosto, possui cores variadas ou chamativas e até muda de cor conforme a temperatura do líquido (quente ou frio). Os produtos são voltados para bebidas específicas, ocasiões de consumo ou para permitir sensações diferentes das usualmente conhecidas. Os canudos foram produzidos em sua maioria na unidade de Portugal e exportados para o Brasil.
Não está descartada pela empresa a possibilidade de produzi-los na sua fábrica de Monte Mor, a 120 quilômetros de São Paulo. A companhia terá de avaliar a demanda para saber se vale a pena a introdução de uma nova linha de produção de canudos, explica Franklin.
A Tetra Pak possui 13 fábricas desse tipo de produtos no mundo, mas a unidade brasileira é a campeã em produtividade, informa a empresa sem revelar números (a Tetra Pak não fornece seu faturamento no Brasil). Hoje, já se produz ali os canudos convencionais além de coloridos e listrados. Mas dado ao fato de o Brasil ser um dos principais países em termos de vendas da companhia sueca, comparável à China, a linha de produção poderá chegar ao país.
A Amacoco, fabricante da água de coco Kero Coco, é até agora a única empresa a incorporar um dos integrantes da nova família de canudos no Brasil. Ela decidiu introduzir a novidade ao reformular o "lay-out" da sua embalagem de longa vida de 200 ml - a primeira mudança desde o lançamento do produto ocorrido em 1995.
Ao contrário dos canudos convencionais, que levam o líquido direto para a garganta, o novo canudo, apelidado de "TriKero" pela empresa brasileira, tenta mudar o jeito como se degusta a bebida. Conhecido como sensorial pela Tetra Pak, o canudinho, feito de polipropileno, tem a aparência similar aos normais, exceto por três pequenos furos, dois laterais e um no topo. Por meio deles, o líquido distribui-se mais uniformemente pelas papilas gustativas da língua.
"A sensação é diferente, similar com o beber a água de coco em um copo", compara Nicola Armellini, gerente de marketing da Amacoco, empresa com cerca de 65% do mercado brasileiro de água de coco industrializada. Pesquisa encomendada pela empresa ao Instituto Planning, com seis grupos formados com consumidores das classes ABC, indicou que 69% deles aceitaram a novidade do canudo sensorial na embalagem de água de coco.
A expectativa da empresa é fabricar mensalmente 5 milhões de unidades de água de coco em embalagens de 200 ml, todas elas com os novos canudos. A novidade, que custa poucos centavos, será absorvida inicialmente pela empresa e afetará a margem da companhia. A previsão é identificar se o canudo trará ganhos para a empresa. "Estamos tentando entender quanto de valor se agrega à marca", disse Armellini. O acessório será testado ao longo do verão de 2007.
Franklin, da Tetra Pak, diz que os novos canudos têm um forte apelo para atingir o público infantil. "Tem características 'fun'", diz. Mesmo com as novidades, a empresa estuda os limites do que pode ser feito com os novos modelos. Os que incluem sabores - possuem cristais de limão ou achocolatados internamente - podem ser campo de experimentos conforme a criatividade das empresas. "Eles poderão vir com suplementos nutricionais", exemplifica Franklin.
Fonte: Valor Online
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Grifes brasileiras criam marcas mais barataas e aumentam vendas
Vanessa Barone
29/08/2006
Criar uma segunda marca, de preço mais acessível ou de perfil mais jovem, é uma estratégia tradicional entre as grifes de moda italiana, consideradas precursoras nessa área. A Dolce & Gabbana tem a D&G, a Prada possui a Miu Miu, a Giorgio Armani criou a Emporio Armani e a Roberto Cavalli, a Just Cavalli. No Brasil, quem copiou a idéia está feliz da vida.
As segundas marcas são uma espécie de porta de entrada para as grifes-mães abocanharem um público mais amplo e cujo bolso, em geral, não é tão fundo. O sucesso de algumas chegou a surpreender as grifes-mãe. A Miu Miu, que surgiu no início dos anos 90, em pouco tempo quase desbancou a quase centenária Prada. A segunda marca foi vista como mais mais descolada e moderna que a grife original. A Emporio Armani é outro exemplo de negócio bem sucedido, pois já fatura tanto quanto a Giorgio Armani - o que abriu as portas para o surgimento de outras marcas do mesmo grupo, que faturou 1,4 bilhão em 2005.
A Giorgio Armani, a grife-mãe, é até hoje a que, sozinha, fatura mais no grupo - responde por 33% da receita. Mas a segunda linha da marca, a Emporio, já chegou bem perto, com 26%. Em seguida vêm Armani Collezione, com 17%, a AJ Armani Jeans, com 15%, e a A/X Armani Exchange, com 7%.
No Brasil, as segundas marcas também apresentam resultados positivos. A designer de sapatos Francesca Giobbi, de São Paulo, viu as vendas de sua loja subirem 25% depois que ela criou a Grace, linha de calçados femininos, cerca de 20% mais barata. Para a grife carioca feminina Andréa Saletto, no mercado há quase 30 anos, criar a marca Permanente significou ampliar pontos de venda no atacado. A mesma estratégia foi utilizada pela paulista Huis Clos, que criou a grife Maria Garcia - ambas femininas - por apostar na expansão de suas vendas por meio de um produto mais acessível e jovial.
Conhecida por fazer sapatos comparáveis a vestidos de alta-costura, a designer Francesca Giobbi percebeu que havia um nicho de mercado pouco explorado: o de sapatos sofisticados, de estilo jovem. "As filhas das minhas clientes vinham à loja mas não achavam o que queriam", diz Francesca.
A empresária lançou a Grace no início do ano. A nova linha é composta de sapatos mais confortáveis e divertidos, mas feitos artesanalmente como os da grife Francesca Giobbi. As meninas entre os 15 e os 18 anos, a quem a marca se dirige, estão começando a usar saltos, por isso precisam de formas confortáveis, explica Francesca. Os sapatos da Grace são forrados com couro e tecido - o que os deixa mais macios.
"A loja cresceu 25% em vendas", comemora Francesca que, em novembro, abre sua segunda loja, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta nova unidade também venderá as duas marcas. A partir daí, Francesca quer fazer a Grace crescer, com a criação bolsas, cintos, carteiras e até de uma coleção masculina.
A grife Maria Garcia é outra versão jovem de marca consagrada. Neste caso, da Huis Clos, fundada há 28 anos. "A Maria Garcia é mais fácil de produzir e de vender", diz sua dona, a estilista e empresária Clo Orozco. A motivação para a criação da segunda linha foi econômica. "A Huis Clos ficou sofisticada demais", diz Clo, que cria as roupas no corpo de um modelo (pela técnica chamada de "moulage"), que exige mão-de-obra muito especializada. Reproduzir esse tipo de corte e costura em série é quase impossível, mesmo que numa produção limitada.
A Maria Garcia, feita com tecidos mais baratos e modelagem menos complexa, foi a saída para aumentar as vendas. A produção é feita fora da fábrica da Huis Clos. Esta, hoje, tem quatro lojas próprias e a Maria Garcia, duas. A marca mais popular também é vendida em lojas de terceiros, somando-se 50 pontos de venda. A Maria Garcia já representa 30% do faturamento da empresa, mas Clo projeta que essa fatia chegue a 50%. Juntas, as duas grifes produzem 130 mil peças por ano.
Com 27 anos de mercado, a estilista Andréa Saletto também percebeu que para ter peso no atacado precisaria criar roupas mais comerciais. Há oito anos, surgiu a Permanente, que hoje responde por 40% da empresa Andréa Saletto. A grife principal, que leva o nome da estilista, tem quatro lojas e produção de 10 mil peças por ano. A Permanente, com 20 mil peças anuais, já alcançou seis lojas próprias - com produtos cerca de quatro vezes mais baratos.
Para Luciane Robic, diretora de marketing do Instituto Brasileiro de Moda (IBModa), criar uma segunda linha permite às empresas arriscar em coleções mais modernas, sem mexer com a identidade das marcas originais. As segundas marcas também são a porta de entrada às marcas aspiracionais. "Se eu não posso vestir marca principal, fico com a segunda marca", diz Luciane. A estratégia também é acertada do ponto de vista do volume de vendas. "É possível pulverizar a distribuição, sem popularizar demais a marca."
Fonte: Valor Online
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Sagatiba investe em ação promocional nos pontos-de-venda
17.08.06
Cerca de 30 mil consumidores experimentarão drinks feitos com Sagatiba enquanto fazem suas compras nos supermercados. As ações de degustação da cachaça premium serão feitas até o dia 23 de setembro, nos corredores de quatro grandes redes: Pão-de-Açúcar, Extra, Sendas e Wal Mart.
O objetivo da ação é fazer com que o consumidor experimente o produto e conheça as diversas possibilidades de drinks preparados com Sagatiba. A caipirinha de melancia com melão, por exemplo, é uma das bebidas oferecidas aos clientes.
A mistura entre o limão e o abacaxi é outra opção de drink, sempre feitos na hora pelos bartenters Sagatiba. Segundo pesquisa realizada em junho pela Millward Brown Brasil, instituto ligado ao Ibope, o conhecimento da marca Sagatiba cresceu de 32% para 73%. A meta agora é aumentar a experimentação.
No total, 224 ações serão realizadas em 22 pontos de vendas simultâneos em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Além de ganhar o drink, o consumidor recebe também um mini guia com oito receitas para poder fazer sua própria bebida em casa. As próximas ações serão realizadas no Nordeste do país.
Somando o mercado brasileiro com o europeu, a Sagatiba pretende atingir mais de um milhão de garrafas vendidas até o final do ano. A previsão é triplicar as vendas de 2005, que foram de 433 mil garrafas, para mais de 1,2 milhão em 2006.
Fonte: Fispal
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Com nova fábrica, Cacau Show vai à mídia
Eliane Sobral
14/08/2006
Quando pediu US$ 500 emprestados a um tio para investir na fabricação de ovos de Páscoa, Alexandre Tadeu da Costa talvez não imaginasse que 18 anos depois estaria à frente de uma empresa com 285 lojas espalhadas por todo o país e que em outubro inaugura sua segunda unidade fabril com 17 mil metros quadrados de área construída e investimentos de R$ 13 milhões.
O negócio começou familiar, os pais do empresário eram revendedores de produtos da Avon e da Natura. Logo montaram uma pequena distribuidora e passaram a criar marcas próprias para vender de malhas de Monte Sião à ovos de Páscoa, produtos de beleza, lingerie. Foi aí que nasceu a marca Cacau Show.
Aos 14 anos, Alexandre juntou-se aos avós, tios e primos - todos empregados na distribuidora. "Mas aos 17 eu achava que estava ganhando pouco e pedi demissão". Para seguir carreira solo, Alexandre Costa pediu a marca Caca Show emprestada da família - os negócios com ovos de chocolate não tinham prosperado como o previsto - "os fornecedores deixaram meus pais na mão em plena Páscoa e eles resolveram se concentrar em áreas menos problemática".
A separação dos negócios da família foi amigável. Tanto que numa outra véspera de Páscoa ele recorreu a um dos tios para se capitalizar e vender seus chocolates. "Cometi um erro que talvez tenha sido meu maior acerto", lembra ele.
Alexandre negociou ovos de chocolate de 50 gramas mas esqueceu de avisar seus fornecedores - que só produziu ovos de 500 gramas e um quilo. "A dois dias de entregar as encomendas eu não tinha o produto". Numa distribuidora encontrou uma senhora, dona Cleusa, que comprava matéria-prima para fazer ovos de chocolate para a família. "Acho que ela ficou com pena daquele garoto de 17 anos desesperado e resolveu ajudar. Passamos três dias quase sem dormir mas fizemos os dois mil ovos de 50 gramas que me foram encomendados."
Alexandre Costa não diz qual é a produção atual - mas faz questão de informar que uma das máquinas que importou da Itália para a nova fábrica produz uma tonelada de chocolate por hora. O faturamento neste ano, calcula ele, chega aos R$ 48 milhões - somando as vendas da fábrica e a receita vinda da divisão de franquias, umas das apostas de Costa para crescer. Das 285 lojas da Cacau Show, apenas dez são próprias. "Nossa meta é chegar a 2010 com 1 mil lojas e superar a maior rede de vendas de chocolates do mundo, que é a norte-americana Rock Montain, com 385 lojas atualmente", diz.
Além da nova fábrica, a Cacau Show terá a sua primeira campanha publicitária. Com investimentos de R$ 7 milhões, a marca estréia na mídia - televisão, revistas femininas e outdoors - na próxima semana e fica no ar até a Páscoa do ano que vem em campanha assinada pela QG Propaganda. "Nossa comunicação sempre foi feita dentro de casa e agora queremos cuidar da marca. Fazer de um jeito bem profissional".
O desejo de imprimir profissionalismo ao marketing teve um empurrãozinho da concorrência. Em julho passado, a Kopenhagen, famosa pelos chocolates tradicionais e caros, resolveu avançar sobre as classes B e C - exatamente o público consumidor dos chocolates da Cacau Show - com uma linha de produtos mais acessíveis. "São relativamente mais baratos porque mesmo os chocolates mais em conta deles custam o dobro que nossos similares", alfineta o empresário.
Ele diz que não se preocupa com essa nova estratégia da concorrente. "Não adianta botar a Ivete Sangalo para fazer propaganda e cobrar R$ 160 por um quilo de chocolate", diz ele referindo-se à cantora popular que estrela a campanha da Kopenhagen. "Temos uma gestão muito rigorosa, poucos níveis hierárquicos, a diretoria, que sou eu, a gerência e o chão de fábrica e ainda temos na automatização da indústria um importante fator de redução de custos. Por isso nosso produto é honesto, de boa qualidade e bom preço", diz.
A expectativa de Alexandre Costa é elevar as vendas em 40% - parte desse crescimento ele atribui aos efeitos da campanha publicitária e a outra parte ao crescimento orgânico da empresa.
Paulo Zoega, vice-presidente de planejamento e atendimento da QG Propaganda diz que pesquisa qualitativa com 30 consumidores dentro das lojas da Cacau Show indicou o caminho a seguir na nova campanha. "A relação do consumidor com chocolate não é racional e por isso vamos vender um momento de prazer", diz ele, que criou o slogan "é fácil comprar um momento de felicidade", para vender a marca Cacau Show.
Fonte: Valor Online
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Le Postiche moderniza lojas para valorizar sua marca
Vanessa Barone
14/08/2006
Os clientes que entram nas lojas Le Postiche já começam a sentir um cheiro de mudança no ar. Desde a última semana, as lojas da rede estão perfumadas com uma fragrância exclusiva, com aroma de limão, chá verde e rosas, que foi desenvolvida para ser o "cheiro da marca". Aos 28 anos, a rede que vende bolsas, malas e acesssórios aposta que pode sensibilizar os consumidores não apenas pelos preços baixos. Mais do que uma loja de oportunidades - que é a sua origem - a Le Postiche quer se firmar como marca. E para isso está investindo na modernização da rede, com nova comunicação visual, e no desenvolvimento de produtos com design próprio.
"Nossa missão é democratizar a moda", diz Alessandra Restaino Diago, diretora comercial da empresa que fatura R$ 180 milhões (dado de 2004) e comercializa cerca de 300 mil itens mensalmente. Ano passado, a Le Postiche havia anunciado um plano de expansão ambicioso com a ampliação da rede de licenciados e aumento o número total de lojas de 168 para 800, até 2010.
O plano foi revisto: a meta agora é chegar às 500 lojas, no mesmo prazo. A empresa conclui que, antes de partir para uma expansão agressiva, era preciso reforçar a marca e reorganizar a estrutura de negócios. Segundo Alessandra, a aposta será no crescimento pela força da marca e não, meramente, em número de pontos-de-venda. Das 168 lojas atuais, 66 são próprias. As restantes são licenciadas.
Para isso, a partir deste ano, os licenciados da rede são obrigados a ter o mesmo mix de produtos - coisa que não ocorria no passado e atrapalhava a identificação da Le Postiche como marca, pelos consumidores. A partir da coleção primavera-verão, a varejista passa a trabalhar com o conceito de coleção, que muda a cada estação. "Antes, um modelo de bolsa podia ficar na loja até ser vendida", diz Alessandra. Agora não: a coleção antiga sai para dar lugar a outra. A nova linha de verão, que já está chegando às lojas, tem o tema "Le Moda Brasil", em homenagem ao país. "Os produtos seguem as tendências de moda mundiais."
A forma de expor os produtos também vai mudar: a Le Postiche realizou uma pesquisa com consumidores e descobriu, por exemplo, que suas lojas eram cheias demais o que dificultava a locomoção. Pelo novo projeto, os pontos de venda terão mais espaços vazios - ou, "de respiro". A reforma nas lojas já começou. Por enquanto, apenas a do shopping Center Norte já tem o novo layout. "Até o final do ano, reformaremos 30 lojas."
A empresa contratou a Oz Design para criar a sua nova logomarca, que agora traz o nome em cinza e verde limão. A comunicação visual estendeu-se para as embalagens e toda a papelaria da empresa. Pela primeira vez, a Le Postiche terá um ícone que representará a sua grife e que irá substituir o seu nome nos itens de marca própria. Desde o ano passado, esse produtos são criados por uma equipe de estilo própria e desenvolvida por fornecedores terceirizados. Hoje, 50% dos produtos à venda na rede é de marca própria.
Até o final do ano, a empresa vai lançar um novo cartão de crédito, com uma grande empresa de cartões - cujo nome ainda não pode ser divulgado. O contrato com a Aura, bandeira dos antigos cartões da Le Postiche, foi encerrado.
No pacote de mudanças da Le Postiche também entra o lançamento de uma série de CDs com seleções musicais para tocar na loja, a exemplo do que já fazem lojas como a Daslu e a Tok & Stok. "Eles serão vendidos, no futuro", diz Alessandra.
A origem da Le Postiche é o salão e loja de perucas de mesmo nome, criado pelo avô de Alessandra, o cabeleireiro Antônio Restaino, no anos 70. A queda no uso das perucas fez Restaino utilizar as máquinas de perucas para fazer bolsas e carteiras. Nascia assim o império Le Postiche, que continua nas mãos da família.
Fonte: Valor Online
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