Na internet, o público é quem faz o anúncio
Publicidade interativa ganha espaço na rede, à espera da TV digital
Marili Ribeiro e Renato Cruz
05/09/2006
Interatividade é a palavra de ordem na publicidade da internet. As agências mapeiam tendências em comunidades virtuais, como o Orkut, e criam blogs para verificar o que quer a audiência. Criam sites de produtos em que os internautas podem intervir no conteúdo. Divulgam filmes por correio eletrônico, que acabam atraindo audiência no site de vídeos YouTube. Anunciantes marcam presença no MSN Messenger, serviço de mensagens instantâneas. E não é só isso. Em breve, toda essa experiência será transposta para a TV digital, interativa, com imagem de qualidade.
Há uma revolução de comportamento em curso, em que a interatividade dá o tom. E não é só na publicidade, prevê Eduardo Fischer, presidente da Fischer América, do Grupo Total. O consumidor deixou de ser passivo e está assumindo o papel de produtor de conteúdo, sendo até mesmo convidado, através da internet, a sugerir finais para campanhas publicitárias, completa ele.
GAMES
Buscar ferramentas que facilitem a interação com o público está virando condição necessária para o negócio da comunicação. Foi por isso, segundo Fischer, que o Grupo Total acaba de comprar a BG Interativa, uma empresa especializada em projetos de interatividade.
A BG, por exemplo, desenvolveu para uma companhia automobilística a possibilidade de o consumidor fazer um test-drive online. Tudo a partir dos princípios dos games, conta Fischer. O site, feito para o lançamento do novo Honda Civic, recebeu 200 mil visitantes únicos no primeiro mês. O tempo de permanência, num site interativo, é de 10 a 15 vezes maior, diz Araken Leão, diretor da BG.
Em janeiro deste ano, a BG criou um vídeo com um personagem dos comerciais da Caixa Econômica Federal - Monstro, um boneco de pêlos roxos e dois metros de altura - imitando jogadas do Ronaldinho, mas com um assistente vestido de azul que controlava a bola, para ser apagado depois com efeito de chroma-key. O vídeo foi distribuído por e-mail para cerca de 30 mil pessoas. Quatro ou cinco dias depois, estava no YouTube, sem intervenção da agência, e chegou a ser assistido por 3 milhões de pessoas.
Fenômeno mundial, o YouTube, site em que o internauta pode colocar seus vídeos, tem um crescimento surpreendente no Brasil. A audiência residencial subiu de 57 mil em dezembro de 2005 para 2,654 milhões em julho.
Toda essa experiência será aproveitada na TV interativa, afirma Araken. O governo promete que a televisão aberta digital, com interatividade, chegará a São Paulo em meados do ano que vem. A empresa tem oito pessoas em seu departamento de pesquisas em novas tecnologias, cujo foco principal é a TV interativa. Ela virá em três etapas. Primeiro, o espectador poderá comprar pela televisão. Depois, poderá interagir com os programas. E, em terceiro, poderá participar da edição do programas.
ANIMAÇÕES
O Brasil tem experiências pioneiras em publicidade interativa. No ano passado, a AgênciaClick criou para a Coca-Cola um theme-pack, pacote de itens personalizáveis, para o MSN Messenger, da Microsoft, para ser baixado pela internet. O pacote incluía recursos como fundos de tela, animações e emoticons (carinhas usadas no sistema de comunicação).
Um exemplo prático ainda dos primórdios dessa realidade, que agora começa a ganhar musculatura com o avanço da tecnologia, foi desenvolvido pela F/Nazca Saatchi & Saatchi para a marca de cerveja Skol há cinco anos. A agência queria incorporar ao seu dia-a-dia uma turma jovem ligada na linguagem da web . E foi dessa turma que partiu a proposta de colocar no ar uma propaganda em capítulos, em que o final seria decidido pelos telespectadores.
Foram inventadas cinco alternativas que, no total da votação feita no site da empresa, receberam 300 mil votos. Chamado Paquera, o anúncio exibia uma moça na praia que convidava, através de mímica, um rapaz numa ilha próxima para beber com ela. A maioria decidiu colocar no ar a situação de indecisão do rapaz, que não conseguia entender o convite da moça.
Se há alguns anos propostas como a da F/Nazca eram casos isolados, agora devem se tornar corriqueiras e cada vez mais incorporar recursos técnicos e participação do público externa. Direito autoral e ficha técnica de filme publicitário, tão reverenciadas no meio publicitário, vão cair em desuso, brinca Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência.
CAMPANHA
O reconhecimento de que esse caminho é uma tendência que se confirmou com a premiação da campanha do carro inglês Mini Cooper no Festival Internacional de Cannes. Em 2005, a agência Crispin Porter + Bogusky criou uma campanha que acabou vitoriosa na categoria Titanium Lions. A campanha se baseou na participação dos consumidores apaixonados pelo veículo. Esses fãs foram chamados a integrar uma comunidade na internet que defendia o Mini de possíveis falsificações. Tudo inventado com uma boa dose de humor. A campanha foi sucesso de público. Várias situações engraçadas surgiram em que, pelas leitura dos fãs, outros carros tentavam se transfigurar em Mini.
Fonte: Estado de S. Paulo
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Serviços de blog do Google e da Microsoft
impulsionam crescimento da web
08/09/2006
A popularidade dos serviços de blog, especialmente os do Google e da Microsoft, impulsionaram o crescimento de mais de 4 milhões de sites de internet em agosto, de acordo com a Netcraft.
O número de sites cresceu mais de 4% e chegou a 96,9 milhões, de acordo com o estudo da empresa de serviços de internet. Desde junho deste ano, houve um aumento de 15,5 milhões no total de sites.
Duas tendências foram responsáveis pela expansão: a popularidade e a competição dos serviços de blog oferecidos gratuitamente por Microsoft e Google, que adicionaram respectivamente 1,3 milhão e 459 mil novos usuários, com o Windows Live Spaces e o Blogger.
Os ganhos recentes com serviços de hospedagem gratuitos começam a ultrapassar o crescimento dos serviços pagos, de acordo com a Netcraft.
De acordo com a companhia, o sucesso dos serviços gratuitos de hospedagem representa um crescente desafio para os provedores tradicionais, especialmente quando um mercado importante como o de pequenas empresas começa a usá-los.
Fonte: ItWeb
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Pequenas dicas de web marketing
09/08/2006
Para atrair a atenção e fixar a mensagem
Na internet, para captar o interesse das pessoas é preciso chamar a atenção. E como fazer com que um internauta concentrado ponha atenção no seu anúncio? Alguns chamam de criatividade, outros de target adequado. Também poderia ser o planejamento de meios ou o conceito de timing. Afinal, você lançaria uma promoção para visitar a Antartida, em pleno inverno? Para vender algo é preciso atrair a atenção do usuário, causar seu interesse na mensagem de forma que execute a ação que desejamos. Depois de fisgado o anzol, vem a fixação da mensagem na percepção do internauta.
Gerar tráfego ou fixar marca?
O banner é a forma de publicidade online mais semelhante à propaganda tradicional. Talvez por isso seja o formato que mais recebe investimentos das agências de publicidade e de grandes anunciantes na internet. O banner, apesar de chamar a atenção do internauta e contribuir para gerar tráfego, obtém mais resultados no que se refere à divulgação e fixação de marca. Da mesma forma que outros meios, é preciso observar a relação custo/benefício avaliando quantidade de impressões cliques e até mesmo vendas realizadas.
Repetir a mensagem até fixar a idéia
O e-mail cumpre uma importante função como ferramenta de web marketing. Entre inúmeras vantagens, uma das principais é o fato de que a mensagem pode ser lida pelo destinatário quando este tiver vontade de fazê-lo. Apesar de terem interesse no que está sendo divulgado em um e-mail, alguns destinatários poderão não responder por diferentes razões, a menos que insistamos. Esta ação é chamada de repetição, e é um dos pilares do marketing tradicional. Para que uma pessoa registre uma mensagem, a entenda e reaja (clique), algumas vezes é preciso repeti-la.
Quando uma campanha de e-mail é um sucesso?
Uma campanha de e-mail marketing corretamente planejada e estruturada tem que atingir os resultados esperados, mas você sabe exatamente quais são? Fazer publicidade através de e-mail tem seus custos. Não apenas em termos econômicos mas também em relação aos esforços realizados pelas pessoas envolvidas. Em que momento podemos dizer que bom, a campanha funcionou! ? Tudo vai depender dos objetivos traçados. Aumentar a audiência do site? Conquistar novos usuários para sua base de assinantes? Realizar vendas? Você decide!
Sites de busca atraem audiência mais segmentada
Os sites de busca ainda são um dos mais eficientes meios de conquistar leads para o seu site, principalmente porque o tráfego proveniente dos buscadores é altamente segmentado. Uma pessoa que pesquisa uma palavra relacionada com o seu produto/serviço poderá ser direcionada para o seu site e as estatísticas dizem que 80% de todo tráfego da internet se inicia nos mecanismos de busca. Portanto, é importante fazer com que o seu site seja atrativo para os sites de busca, melhorando sua posição e resultando em mais visitantes ou clientes potenciais. Este trabalho é chamado de otimização do site.
No Marketing Afiliado todo mundo ganha
Programas de Afiliados são canais formados na web para gerarem tráfego e vendas. O site que promove o Programa oferece remuneração através de porcentagem sobre vendas ou comissão sobre visitas geradas, o que é um excelente meio de fazer publicidade porque alavanca a audiência e as vendas sem a necessidade de investimento inicial. Com isso, os sites participantes ganham uma oportunidade de deixarem de ser apenas mais um site para se tornarem importantes parceiros e ganham uma fonte de renda que vai variar conforme a audiência, o produto e o perfil do seu público.
Defina a estratégia de marketing para sua loja virtual
Não pense que basta montar a sua loja e já estará vendendo. É preciso ter uma estratégia de marketing, incluindo divulgação e atendimento ao consumidor. Lembre-se que cliente mal atendido não volta. Para a divulgação da sua loja, existem diferentes alternativas. Milhões de pessoas, diariamente, podem ficar sabendo do que você tem a oferecer e, é claro, fazer muitas compras. Basta divulgar.
Ricardo Prates Morais
Fonte: emarket
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Comércio na Internet será regulamentado
por nova lei
08/08/2006
Um projeto de lei vai regulamentar o comércio eletrônico no país. O objetivo é criar mecanismos para proteger o consumidor que faz compras pela Internet. Um dos pontos centrais é a certificação digital, ou seja, um documento semelhante a uma carteira de identidade virtual, que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação na rede de computadores.
Segundo o secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Jairo Klepacz, a proposta deve seguir na semana que vem para a Casa Civil. Depois da análise, o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
“O comprador tem que ter uma forma de se proteger quando ele adquire um produto da mesma forma que no comércio concreto. Uma das coisas mais importantes quando você transaciona no mundo digital é você ter segurança que essa transação tenha começo, meio e fim e que você esteja protegido. O que estamos fazendo é regulamentar essas transações pro meio de uma lei”, explicou.
Ao participar do 4º Fórum de Certificação Digital, em Brasília, o secretário afirmou que o governo federal entrou em contato com as grandes empresas de comércio eletrônico no Brasil para fazer consultas e buscar contribuições ao projeto. Já a parceria com o Ministério da Justiça, de acordo com Klepacz, é fundamental para resguardar a legislação sobre os direitos do consumidor.
"Hoje em dia, ao comprar um CD pela internet, você tem uma transação. Paga e aguarda receber, mas não tem uma maneira segura de se resguardar esse direito. Então, o que nós temos criando é justamente a materialização dessas regras dentro do mundo dinâmico e virtual como é do comércio eletrônico”, disse.
Indagado sobre a forma que os consumidores poderiam reclamar seus direitos, o secretário explicou que existe até a proposta de criar o “Procon virtual”. “Uma maneira das pessoas colocarem a sua reclamação, sua demanda, e ver isso legalmente ser atendido, porque hoje as pessoas estão desprotegidas dentro do comércio eletrônico”, resumiu.
Fonte: Tecnologia - Diário Online
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Internautas denunciam Mercado Livre
Clarissa Borges
13/07/2006
As compras feitas por meio da internet devem ser cercadas por muitos cuidados, principalmente quando o bem negociado é de grande valor. Um grupo de consumidores de vários Estados brasileiros vem enfrentando problemas com a empresa ItSolution, que negociava eletroeletrônicos através do site de leilões Mercado Livre. Apesar das várias reclamações feitas por internautas diretamente na página virtual, o negociante continuou em ação pelo menos até a última quarta-feira, 9.
Uma das clientes, Andréa Gomes, que efetuou a compra no dia 5 de julho e o pagamento no dia seguinte, só recebeu a câmera fotográfica no dia 2 de agosto, após realizar uma ampla negociação. Ela passou a integrar uma comunidade no Orkut de pessoas lesadas pelo responsável pelo ItSolution, Juliano Pacheco, de Curitiba, Paraná. Também foi criado um grupo no Yahoo reunindo os consumidores que compraram da empresa no Mercado Livre.
“Neste link é possível ver o histórico completo de duas negociações realizadas, os e-mails trocados e as respostas evasivas. As duas pessoas que publicaram as negociações também só receberam as mercadorias depois de tornarem seus casos públicos”, diz Andréa Gomes.
“Nas qualificações do vendedor no Mercado Livre constam os produtos já entregues, que ele replicou informando os códigos do envio”, acrescenta. A internauta diz que tem hábito de comprar no site, mas também já foi alvo de um "calote" praticado por um vendedor que lesou pelo menos 200 consumidores oferecendo um carregador de celular.
Experiência Negativa – A estudante Maria Bela de Andrade Soares ainda se arrepende de uma compra que tentou fazer por intermédio do Mercado Livre. “Em abril, comprei um Ipod por R$ 400 e nunca recebi”, revela. Após o pagamento, o vendedor sumiu e ela ficou sem o produto. Quando entrou em contato com a administração do site, Maria Bela teve a segunda surpresa - ainda mais desagradável do que a primeira. O Mercado Livre informou que não poderia interferir na negociação, já que o pagamento havia sido feito em nome de pessoa física. “Fiquei com o prejuízo”, lamenta.
A estudante credita à sorte as compras bem sucedidas. “Meu namorado já fez compras pela internet umas cinco vezes e nunca teve problemas”, revela. Mas acredita que o site Mercado Livre deveria ser mais criterioso na permissão para os vendedores. “Você pode fazer um cadastro com qualquer nome, qualquer endereço, sem nenhuma segurança”, afirma. Além disso, o vendedor tinha o nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e continuava apto a efetuar transações no site.
Fonte: A Tarde
segunda-feira, abril 13, 2009
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